Tenho uma metáfora muito boa que não para de pipocar na minha cabeça. Ou pelo menos ela parece muito boa, e se você não achar, azar o seu. A cada vez que eu paro pra pensar sobre, algo muda, acrescenta ou faz mais sentindo - talvez menos pra vocês.
Um dos meus livros preferidos é Alice no País das Maravilhas, e por algum motivo eu imagino que chegar até o amor seja tão complicado quanto passar por aquela porta - todo mundo sabe qual porta é. Você come, ou você bebe. Ora você é muito grande, ora muito pequeno, ou esquece a chave, quase se afoga nas próprias lagrimas. No meu país das maravilhas não existe chave, não importa se eu estiver do tamanho certo, eu não tenho a chave pra abrir a porta. Eu quero abrir, eu quero o que tem depois, mas eu não posso abrir. É uma porta magica em que ela decide se abrir e eu preciso de uma paciência pra esperar. Paciência que eu nunca tive pra essas coisas.
Eu quero toda a doidera, o sem sentido que tem atrás daquela porta. Eu quero o não saber, e o saber do que me espera naquele caminho.