28.12.12

vinte e oito

Como eu vim parar aqui? Como nós acabamos não sendo nós? Como nós acabamos?

8.12.12

Algo aleatório

Toda vez que tento desistir de mim alguém me impede. E me importo o suficiente pra não conseguir ignorar. Talvez a solução seja desistir das pessoas, e depois desistir de mim. Meus sentimentos me sufocam, e quando eu tento escapar deles as pessoas me sufocam. Eu não sei me ajudar de uma maneira boa, eles não sabem me ajudar. E eu também tenho medo.

6.12.12

Esqueça

Esqueça nossa história
Esqueça tudo que eu fiz
Por você, esqueça nós dois
Me conte depois
Como é viver sem lembrar
Lembrar de mim
Ou de você
Como um só

(Seis - Fresno)

5.12.12

Por ali eu te amei

   E foi por ali que eu te vi chegar, e por ali nós passamos de mãos dadas, e por ali que eu te dei um beijo, e por ali que você me olhou preocupada, por ali nos sentamos e você me zoou, por ali eu tirei aquela foto que você estava com cara de que ia me matar, por ali eu fiquei com ciumes, por ali eu quase assassinei duas pessoas, por ali você me deu aquele presente, por ali eu senti o toque suave da sua mão na minha, por ali eu consegui um sorriso seu, por ali nos corremos, por ali você me explicou porque tem que por a aliança no dedo anelar, por ali você fez eu achar que era tudo um sonho, por ali você quase me deixou louca, por ali eu te abracei apertado, por ali eu te disse tchau, por ali eu te deixei ir.   
   Tantos momentos por ai, tantos lugares que já foram cenários do nosso amor, e agora são só cenários esquecidos. Como uma peça de teatro que já saiu de cartaz; vão se lembrar dos bons atores, dos melhores momentos, das boas criticas. Mas acabou, não vai ter mais. Só ficam as memorias.

4.12.12

10 anos atrás...

   Era meu aniversário de 7 anos. Faltavam algumas horas pra minha festinha. Lembro de estar vendo tv e minha mãe tomando banho quando o telefone tocou, e parecia que era importante porque ela saiu do banho rápido e foi atender. E aí ela começou a chorar. Meu avô havia morrido. Não me lembro muito mais daquele dia; ela parou de chorar, fizemos a festinha, acabou, fomos para o velório, eu dormi na casa da minha tia.
   Eu não sabia o significado daquilo tudo; morrer. Aquilo não me afetou na hora, no dia. Mas os dias foram se  passando e meu avô não estava lá para me levar à escola, assistir meus desenhos bobos, me levar pra dar uma volta na cidade, ou cuidar de mim quando eu ficava doente. Ele não estava mais lá. Nunca mais estaria. Me lembro de um dia minha mãe estar triste por causa disso e me xingar dizendo que no ultimo dia que ele passou em casa antes de ser internado eu não fui vê-lo. Acho que nunca teria me preocupado com isso se ela não tivesse falado. E agora eu penso nisso todos os anos, e me arrependo por não ter estado lá.
   Quando eu brigo com alguém e ficamos sem nos falar eu acabo me pegando pensando sobre coisas ruins, como se a pessoa fosse morrer e eu não tivesse outra chance de dizer o quanto ela significa pra mim, ou ver seu sorriso de novo, ou qualquer outra coisa boba que acaba se tornando algo muito importante. Acabo pensando nisso todo os dias, se esse dia será o ultimo, e mesmo assim eu não vivo os momentos como se fossem os últimos  E eu acabo o dia deitava na minha cama me arrependendo das palavras que eu não disse, dos abraços que eu não dei, dos erros que não perdoei. Ou me arrependendo das palavras que disse e das coisas que fiz.
   Posso resumir o final dos meus dias como uma montanha de arrependimentos.

3.12.12

Bullshit #1

Eu vou te escrever uma canção, uma canção para que saiba que eu sempre estarei aqui..
Quando tudo estiver ruim, você pode a ler e talvez lembrar de mim..
Afinal isso foi tudo o que eu sempre fiz, escrever e na maioria das vezes sem saber..
Sem saber se havia chego aos seus ouvidos, ou mesmo se você teve a chance de ver...

Saiba que eu nunca quis nada pesado de você, nada que você não pudesse fazer..
O que te custaria uma explicação ou mesmo me fazer entender?
Pra mim custou e vem custando um mundo, um mundo em que você é como um arranha céu..
Porém todo o seu brilho e sua magnitude foi coberta por um véu..

Eu não pretendo interferir na sua vida ou mudar alguma de suas ações..
Afinal, o que vale é o que tem dentro dos corações.. não é?
Sendo assim, por favor, não me leve a mal quando por todos esses anos..
Tudo que eu fiz foi esperar por um eu te amo.. seu.

2.12.12

E ela caiu.

“Amém”
E a menina fez uma expressão de finalmente. Apertou algumas mãos, deu alguns sorrisos, disse algumas palavras e saiu.
Estava uma chuva horrível. Mas qualquer lugar era melhor do que aquele, pelo menos pra ela. E saber que estaria em casa em alguns minutos era ainda mais gratificante. Antes que corresse até o outro lado da rua sentiu que estava toda molhada. Maldito tênis branco. Estava mais difícil correr agora, com aquele peso das roupas molhadas. Continuou.
Parou apoiando as mãos no joelho; sua respiração pesada, buscando fôlego. Depois de virar a esquina precisaria correr uma curta distancia e estaria em casa. Assim que deu os primeiros passos voltando a corrida ela se sentiu zonza, sua visão estava escurecendo.
E ela caiu. Apagou.

O som da chuva soava pior em sua cabeça do que ela jamais poderia lembrar. E a chuva caindo no seu corpo, e o chão debaixo dela era estranho. Porque quanto tempo eu fiquei aqui? Se sentou no chão, olhando para os lados; estava tudo escuro. Tentou abrir os olhos, mas continuou a mesma coisa e ela percebeu que eles já estavam abertos, apenas não havia nada para de ver. Eu morri? É isso? Assim?
E mesmo isso sendo aquilo que ela desejava desesperadamente a muito tempo, ela abraçou os joelhos e chorou, chorou alto, sem se importar de fazer barulho. As luzes piscaram e ela pode ver tudo novamente. Estava no mesmo lugar que havia caído. Podia escutar a tv da vizinha (mesmo no meio da chuva) que sempre estava alta demais por ela ser meio surda. E as luzes dos postes estavam ali, iluminando sua cena ridícula.
Se eu morri o inferno é mesmo um inferno, nada pior do que continuar do mesmo jeito quando tudo deveria só acabar.
Os pensamentos sarcásticos e brincadeiras que se tornaram normais nas ultimas semanas estavam em sua mente, mas junto dele havia um horrível desespero. E um medo maior ainda. Coisas que ela não entendia, não sabia porque disso acontecer. Mas lá estava seu coração batendo freneticamente, fazendo seu peito doer como nunca. Como se fossem tambores sendo tocados, mais fortes que os trovoes. Lá estava aquela dor provando que alguma coisa devia estar errada.
Ela se levantou rapidamente, se apoiando no muro da casa ao lado; esperando pra ter certeza que não iria passar mal de novo. Contou alguns segundos e voltou a correr. Não porque queria sair da chuva. Já estava molhada por toda a geração. Apenas porque precisava correr, precisava fugir.
Entrou em casa sem se preocupar em estar molhando tudo. Foi direto para o quarto onde se deitou encolhida na cama, com o travesseiro no rosto, abafando o choro. Segurava o travesseiro o mais forte que podia. Seus dedos foram se afrouxando, o choro cessou, e sua respiração voltou ao normal.
Acordou um tempo depois, com uma aflição e um medo mais terrível. Pegou o celular que havia deixado em casa antes de sair e foi para o banheiro tentar se livrar daquilo. Colocou uma das musicas que a deixava alegre e entrou debaixo da água quente. Quando percebeu estava sentada no chão, as lagrimas se misturando com a água quente. O som do seu desespero se perdendo em meio a melodias animadas e palavras, e o som do chuveiro.
E antes que pudesse se controlar e ter consciencia do que estava fazendo ela se levantou pegando a gilete e passando pelo braço. E assim que a dor a atingiu e seu rosto foi tomado pela expressão de choque e ela parou. Voltando ao chão, chorando e se culpando ainda mais. Você prometou, você prometeu, você prometeu pra eles.
Se secou rapidamente e limpou o braço. Voltou ao quarto onde se jogou na cama, mesmo estando molhada. Alguns minutos ali olhando para o teto e começou a ficar calma novamente. Se arrependendo de todas as lagrimas, e da dor que causara a si mesma. Colocando a cabeça no lugar e arrumando as coisas ao redor, fingindo que nada tinha acontecido. Guardou o seu caos sem sentido em algum canto de si.

1.12.12

Goodbye

          Adeus, às vezes tão forte, às vezes tão simples, às vezes a última palavra que você vai ouvir na vida, ou às vezes a última que você esperava ouvir. Dois anos passaram rápido, mas acredito que muito mais de 730 olhares foram trocados nesse tempo. Acredito que muitos sorrisos foram esboçados em pensamento, declarações em previsões, momentos em imaginação. Sonhos foram construídos como castelos e de expectativas se foram feitas as muralhas. Cada lembrança era um dos meus guardas e cada toque foi um novo sentinela em alerta.
          Porém castelos não são pra sempre. Acredito que tudo que é feito, é feito para ser destruído um dia. Nada é suficientemente forte para que dure para sempre. Talvez meu castelo tenha vindo abaixo, talvez minhas muralhas tenham virado ruínas, talvez meus sentinelas foram se tornando escassos. Talvez tudo tenha vindo abaixo, mas meus guardas se refugiaram em meio a escombros, restos de memórias e alguns velhos fantasmas. Talvez tudo tenha sido uma longa e épica fantasia, talvez tudo tenha se tornado um metafórico conto de fadas, ou talvez tudo tenha chegado perto de se tornar realidade.
          O dia de hoje é só uma prévia do que há de vir. Não te ter comigo mas te ter por perto, era lá torturante mas ainda não era o pior. Não ter seus olhos para sempre é angustiante, amargurante, amedrontador. Saber que nunca mais ouvirei o som da sua risada, o brilho dos seus cabelos, a suavidade da sua pele. Saber que hoje você parte para o seu futuro tão esperado, e de fato merecido. Saber que agora de um adeus você parte para vários novos "ois" e "olás". Saber que você vai partir e acenar de longe. Saber que talvez esse, seja o seu último adeus pra mim.

30.11.12

Sua marca

De alguma forma que eu não conseguiria entender como aquilo fluía. Como aquilo era tanto, não consigo explicar a intensidade. Talvez fosse a minha alma ali, todo o meu coração transparecendo; assim sem querer. Cada toque, cada toque no que parecia ser uma criação da minha mente. Porque coisas parecem impossíveis de existir, como algo pode ter tanto? Tanto a sentir, tanto a demonstrar. Ao me parece logico tudo isso ter vindo de algo assim; algo assim ter me virado dos avessos desse jeito. Mas veio, mas virou.
E lá estava eu, com todo o meu amor me sufocando, de uma maneira boa, de uma forma que talvez qualquer um conseguisse ver, só por estar por perto. Saia dos meus olhos, mesmo que eu os mantivesse fechados. Tudo saiu de mim, tudo saiu pra dar lugar a mais, mais disso que se escondia nas profundezas do meu ser.
E nesse momento, eu não soube, eu não percebi, eu não pude imaginar.
Nunca fui tão feliz quanto naquele momento, e talvez eu não vá ser, se é que eu posso chamar de felicidade, na verdade foi muito mais. Talvez não seja pra ser, talvez fosse único.
Mas, ah, aquele momentos. Aqueles toque na minha alma, no meu coração. Estão marcados aqui. Seu amor deixou várias marcas, que agora vivem escondidas nesse lugar que eu não consigo alcançar. E são as melhores lembranças que eu poderia ter.
Me ocorreu que tudo isso pode ser apenas minha imaginação deixando tudo na forma que me faz bem, afinal, isso já aconteceu antes. Sim, não  eu não sei. Isso já se elevou a um nível que eu não posso chegar. Está lá. Do mesmo jeito; nada será acrescentado. Sempre estará la, intacto. 

Eu preciso te esquecer


-Quando você não esperar vai doer e eu sei como vai doer e vai passar como passou por mim e fazer com que se sinta assim, como eu sinto.
-Como eu vejo como eu vivo como eu não canso de tentar eu sei que vai ouvir, eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer, mas eu não vou deixar, eu não vou deixar.
-Porque você insiste em dizer que ainda existe vida sem você?
-Eu vou te esquecer, eu vou te esquecer.
Milonga - Fresno

27.11.12

Immer

Talvez isso soe bobo, mas eu não me importo; não com isso.
Vivo apenas aguardando que tu estejas ao meu lado.
Todos os meus sonhos agora vivem dentro de ti, como se tu fosses uma guardiã; tu és muito mais. Tu és o sonho.
Aguardo dia após dias, fazendo uma contagem regressiva sem sentido, não sabemos quanto tempo levará para que isso de certo, mas de alguma forma eu conto os dias. Conto os dias pra fazer com que tu sintas que és especial, sintas o amor que tenho por ti, e receba todo o carinho que eu tenho guardado pra ti.
Quero te abracar pra nós vermos teus filmes preferidos; receber beijo na bochecha antes que saias; fungar no teu pescoço; esperar impaciente que faça algo para ter tua atenção; dizer que te amo e ver teu sorriso; ser o motivo do teu sorriso; não deixar que ninguém te magoe; ser teu ombro amigo quando precisar; viajar contigo; viver contigo...
Pode ser que não aconteça como planejamos; os detalhes. Mas o importante é inevitável. O amor é inevitável. Nada vai me impedir de te abraçar apertado pelo tempo que for. Nada vai me impedir de te amar.

26.11.12

Queria que fosse

          Queria que fosse eu te pedindo pra parar de fazer cócegas em mim. Queria que fosse eu te chamando pra ver o comercial que você gosta. Queria que fosse eu sujando o seu nariz de chocolate. Queria que fosse eu de mãos dadas com você quando estivesse com medo do filme. Queria que fosse eu pagando o seu sorvete. Queria que fosse eu falando que a cor dos seus olhos é incrível. Queria que fosse eu te levando pra viajar pelo azul do céu. Queria que fosse eu que te levasse pra escola. Queria que fosse eu quem você chamava de bobo e idiota. Queria que fosse eu que você abraçasse quando passasse no vestibular. Queria que fosse meu nome que você colocava nos modelos de convites de casamento. Queria que fosse as nossas conversas as que você não conseguia esquecer. Queria que fosse eu que tivesse a obrigação de te fazer sorrir. Queria que fosse eu te ensinando a jogar vídeo-game. Queria que fosse eu te vendo fechar os olhos exausta todas as noites. Queria que fosse eu sendo acordado pelo seu toque sensível. Queria que fosse eu que seus pais se orgulhavam em ter como genro. Queria que fosse eu morando com você. Queria que fosse eu nos seus planos. Queria que fosse nós.

22.11.12

Alguma coisa velha

- Já se arrumou? – Julia entrou no quarto enrolada em uma toalha após um banho demorado.
- Não quero mais sair – A outra mulher disse, com o olhar fixo no travesseiro ao seu lado. Estava ali a algum tempo sem se mexer e nem dizer nada.
  Julia se deitou ao seu lado, fazendo com que ela a olhasse, já que agora sua cabeça descansava no travesseiro. As duas se olharam por um tempo, um olhar gentil e preocupada e outro que parecia estar muito distante. Julia sorriu e a outra suspirou e afundou o rosto do travesseiro.
- O que você tem, Luísa? – Julia perguntou, preocupada.
  Luísa parecia estar tremendo. Julia a puxou para si sem nenhum esforço, Luísa afundou o rosto na curva do pescoço dela e a abraçou, isso fazia ela se sentir protegida. Seu corpo tremia mais ainda enquanto recebia carinho.
- Você sabe que eu não gosto... – começou a dizer com a voz rouca e enrolada pelas lagrimas. Julia sabia que ela odiava quando queria chorar e alguém lhe fizesse um carinho, isso a fazia chorar mesmo, e a ideia de alguém a ver chorar era insuportável.
- Pode chorar, flor – Disse, ainda fazendo carinho. – eu vou ficar aqui.
  E foi até ai que ela conseguiu se conter. As lagrimas foram saindo uma atrás da outra, até que seus soluços enxeram o quarto. Ela se abraçavam apertado enquanto Luísa dizia coisas sem sentido até não conseguir mais formular as palavras e apenas deixava a dor tomar conta e as lagrimas caírem. Ficaram assim até que aquilo parou.
- Pronto, pronto – Julia disse afagando suas bochechas – tá melhor? 
- Não – respondeu, a voz falhando. Estava com a sensação de que sua garganta iria fechar. Se afastou e puxou o edredom até o pescoço, o olhar fixo no teto. As lagrimas caim pelo seu rosto novamente.
- Conversa comigo, me deixa te ajudar - ela pediu.
- Ninguém entende, ninguém ajuda, e eu tô tão cansada.
  Sentou-se na cama, respirou fundo, tentando fazer sua respiração voltar ao normal. Sem dizer mais nada levantou-se, foi até o banheiro, pegou dinheiro e as chaves e saiu. Deixando toda a dor ecoar no apartamento silencioso.



(Apenas um texto que eu achei e devo ter escrito em 2008/2009, mudei o nome dos personagens e resolvi postar)

19.11.12

Redenção

  Todas as palavras que eu pensei em escrever se perderam aqui dentro de mim enquanto lia palavras que eu não lembrava mais. Não sei de onde veio essa nostalgia que me fez procurar suas mensagens, procurar lembranças boas, mas não foi só isso que eu achei. Talvez eu tenha encontrado mais dor do que felicidade. Não me lembrava mais das suas palavras, das minhas atitudes e nem do nosso amor, pelo menos não aquele antigo amor, só me lembro desse amor que eu sinto agora, essa vontade de te ter por perto e te ver feliz. E como você merece essa felicidade, né?
  Não me lembrava dos detalhes que agora estão me corroendo; culpa, arrependimento. Percebi que não te dei o amor, carinho e atenção que você merecia, e que nada que eu tenha pra falar sobre isso iria servir de justificativa, mas eu também não tenho nada pra falar, o que eu deveria dizer? Que eu era jovem ainda? Mais uma vez minhas desculpas e minha culpa estão entaladas aqui na minha garganta, tornando difícil respirar. Já senti isso, essa vontade incontrolável de ir atrás de você e pedir desculpas e te ajudar no que for. Imagino se eu ia eu vou olhar nos seus olhos - seus olhos que já derramaram muitas lagrimas por mim - e te pedir desculpas por todos meus erros e minha ausência. Por todas as vezes que você se sentiu sozinha, não teve com quem conversar e quem te apoiasse.
  De repente num final de tarde eu vi todos meus erros e não consigo mais lembrar das coisas boas. Talvez elas existissem só na minha cabeça, ou foram boas só pra mim. Não entendo como você foi se apaixonar por mim, me amar tanto, não sei como eu signifiquei tanto pra você, desse jeito bom que você diz ter sido.
  Eu só preciso da minha chance de pedir desculpas.

18.11.12

3:17 AM

Ela mexeu seus braços por toda a cama, até escorregar a mão pra debaixo do travesseiro e pegar o celular, viu que ainda faltavam três horas até ter que levantar e ir trabalhar. Devolveu o celular ao seu lugar e virou para o lado. Alguns minutos se passaram e ela não havia dormido. Decidiu levantar e comer algo. Colocou um par de meias; odiava andar de chinelo ou descalça, mas também odiava dormir de meias.
Passou pelo corredor escuro, ate chegar à cozinha, acendeu a luz e pegou um danete de chocolate na geladeira, e que ela não deveria estar comendo, mas afinal já era o último mesmo.
Estava voltando para o quarto quando percebeu a porta do quarto ao lado aberta. Passou direto e foi ate a sala, ao acender a luz pode ver uma menina deitada no sofá encolhida com os olhos bem fechados, as mãos na cabeça como se a impedisse se ouvir algo, e seus lábios se mexiam sem emitir som.
Se aproximou devagar da menina, se ajoelhou na sua frente e colocou a mão delicadamente em cima da mão da menina, afastou sua mão de sua cabeça.
- Lu, eu to aqui, sou eu.. eu to aqui.
Suas mãos estavam geladas e ela tremia, ainda com os olhos bem fechados.
- To com medo.
- Porque não me chamou? eu sempre to aqui pra você. - segurou a mão dela entre as suas. Seus olhos permaneciam fechados e pareciam ser pressionados com mais força. - vem, vou te levar pro quarto.
Ela a ajudou a levantar e a abraçou, conduzindo com cuidado até o quarto. Sabia que Luísa não abriria os olhos. Ajudou ela a se deitar na cama e se deitou ao seu lado, cobrindo-as com o lençol. Luísa tocou o rosto de Cecília ainda com a mão tremula.
- Sou eu - Cecília se aproximou mais, sentiu a respiração dela em seu rosto.
De repente Cecília ouviu um leve murmúrio, e aquilo soou como algo indescritivelmente doloroso, mas resolveu não dizer mais nada, apenas segurou sua mão. Até que resolveu cantar a musica que ela mais gostava, aquela que elas cantavam juntas quando pequenas, que sempre arrancava um sorriso de Luísa. Assim que ela cantou os primeiros versos Luísa começou a chorar, um choro pesado, que parecia estar contido há muito tempo. Cecília cantou mais alguns versos mas sua voz foi morrendo. E o choro de Luísa parecia se tornar mais doloroso, como se nada fosse aliviar sua dor. Cecília a abraçou enquanto o som de sua dor preenchia o quarto.

17.11.12

Um lençol ou coisa assim

         E você era assim, simples como um lençol, mas complexa como um cobertor. Me esquentava na medida certa, me protegia de todo o resto do mundo, me defendia de qualquer monstro ou aberração, me abraçava, se envolvia em mim e dizia as últimas palavras antes de dormir. Em seus braços eu me sentia em casa, talvez algo a mais do que isso. Você era como uma fortaleza pra mim, mas contigo eu não era apenas um menino atrás de abrigo. Por você eu estava disposto a atravessar mares em fúria, desertos em meio a tempestades de areia, céus trovejantes, ou até mesmo o mundo inteiro durante o apogeu de um apocalipse.
          Você era da minha cor predileta, da textura mais suave e do toque mais sensível. Era a minha primeira opção, era a minha preferida. Eu nunca ousaria esquecer de quantas noites dormi bem com você, de quantos dias acordei bem disposto por sua causa, ou das vezes que precisei pensar e senti você comigo, distante mas ao mesmo tempo presente. Você era da marca mais cara, do tecido mais durável. Quanto mais o tempo passava (e passa) você continuava a se tornar melhor e mais aconchegante. Talvez o que você é seja algo eterno, como um ciclo da água ou algo assim.
          Mas dói saber que agora quem usufrui da sua magnitude e perfeição não sou eu. Dói saber que talvez eu nunca descubra, ou te sinta outra vez. Dói saber que eu perdi o lençol que eu mais gostava e que nunca encontrarei outro igual.

15.11.12

Dimensão

          Quando eu ouço suas bandas, alguma coisa acontece, não sei explicar. Talvez seja o jeito de cantar, me leva pra um outro lugar, sabe, como se fosse uma atmosfera própria onde só tem eu, e tudo que eu penso, dividido por paredes e portas, vários cômodos, um com cada lembrança, e eu vou caminhando por esse lugar, abrindo as portas, revivendo cada uma delas, mas sempre alguma coisa me puxa pra fora me forçando a ir pra próxima recordação, e até lá, isso me leva novamente pra longe de você.

13.11.12

Tantas coisas

  Eu poderia escrever sobre você todo dia, por um bom tempo - estou evitando usar a expressão para sempre. Sou muito nostálgica e lembro de coisas pequenas facilmente. E as pequenas coisas são as minhas preferidas. Como hoje, eu estava andando pela cidade e me lembrei de uma vez que passei ali com você, talvez ate a primeira vez que passei por aquela rua, lembro de você dizer que costumava fumar ali, e de como eu me senti perdida por não saber onde estava, e poucos minutos depois começou a chover. E agora eu estava passando por ali normalmente, só mais um lugar, sem precisar nem prestar atenção, habito.    
  Percebi que vou continuar lembrando e pensando nessas coisas, que vai haver nostalgia em todos os lugares; lugares e coisas que eu posso evitar e também os que não posso evitar. E que vai ser indiferente, vai ser bom, ou vai ser ruim. Não consigo evitar pensar, de lembrar. Vão haver coisas em todo lugar pra me fazer lembrar de você, mas eu não preciso escrever sobre você sempre, afinal, tantas outras coisas e pessoas passam pela minha cabeça. Tantas coisas me deixam triste e feliz. Vou me aprofundar em outras coisas, descobrir novas analogias para os meus sentimentos e te deixar em paz, pelo menos por agora.

11.11.12

Valeu a pena?

  Incrível como você resolveu morar na minha mente, e se tornou uma esquizofrenia inconveniente. Você é a primeira coisa que penso ao acordar, e ao longo do dia tudo me remete a você. As coisas mais aleatórias e sem sentido; como a chuva, meu tênis sujo, aquele carro com 4 portas, um menino sendo puxado pelo namorado. Eu não sei porque mas tudo isso me remete a você. Uma coisa cruel na minha mente que insiste em me mostrar você. Nem sempre é tão ruim, mas eu gostaria tanto de saber como é não pensar em você todo segundo. Mas tem uma parte ruim sim, que é a sua voz dentro de mim, sua voz censurando cada atitude e pensamento meu, sua voz me lembrando as coisas que eu prometi. Quem te deu o direito de falar alguma coisa sobre promessas? E eu grito com você, digo coisas ruins, e você chora e eu me sinto uma merda. E essa é a parte que eu preciso sentar e chorar, e segurar minha cabeça enquanto peço pra você sair. Porque você não sai? E nessas horas eu não sei o que fazer, tenho uma vontade absurda de te mandar uma mensagem e pedir desculpas, ou perguntar o porque, mas eu já pedi desculpas milhares de vezes e eu conheço muito bem as respostas dos porquês, e não há nada que eu possa fazer quanto a isso. 
  Sinto que tudo isso foi culpa minha, o primeiro erro foi meu. Mas gostaria que você tivesse desistido no primeiro ou no segundo erro, talvez não doesse tanto quanto dói agora. Eu sempre tive essa esperança interminável que tudo fosse se ajeitar e dar certo algum dia, e agora só consigo pensar o quão iludida eu estava por ser otimista assim. Como eu pude ser tão tola de acreditar que as coisas são pra sempre? Acredito que o amor seja pra sempre, pelo menos o meu será pra sempre. Mas isso não faz com que a relação de certo, e eu já vi o suficiente pra não acreditar nisso. Mas eu queria, acreditava e faria ser pra sempre, eu queria ficar com você pra sempre, de todas as coisas que eu disse essa foi a mais sincera. E por isso eu acreditei, e de novo, e mais uma vez... E uma ultima. Essa foi a ultima. Porque existe um limite de quantas vezes meu coração podia ser partido, e agora não sobrou nada. Apenas um nada inconsequente que eu não sei controlar, um monte de lembranças me corroendo, duvidas sem fim, e uma depressão ainda pior. Então você pode apenas me dizer que está bem e não chora mais a noite? Eu preciso saber que isso valeu a pena.

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          Por onde você anda? Você está bem? Como vai? Precisa de mim? Você ainda se lembra de algo? São tantas perguntas que eu guardo pra você, tantos porquês ou explicações que eu preciso, tantos momentos que ainda estão em falta de definições na minha mente. Será que você ainda olha pro que me envolve com aqueles mesmo olhos? Às vezes eu quero que sim, mas em outras já desejo perdidamente que não.
          Acho que gostar de alguém é se importar em fazer a pessoa feliz e tudo o que for necessário pra tê-la nos braços. Mas, será que ver que você está bem e evitar estragar a sua felicidade me faz gostar menos de você? Ou será que isso me faz estar a alguns passos acima do que eu defino como gostar? Eu ainda não sei. Não sei aonde se enquadra minhas noites sem dormir lembrando de como você ria, do jeito como falava, das piadas que contava e até mesmo de como disfarçava os olhares. Não sei aonde ficaram minhas lágrimas lembrando que alguém já tinha a responsabilidade de te fazer feliz. E ainda não sei se lutar por você era algo que eu devia ter feito.
          A verdade é que você reside em mim como uma chama acesa, talvez como um incêndio interminável. A verdade é que eu não consigo aceitar você com outra pessoa, mas também não consigo interferir em sequer uma atitude sua. A verdade é que eu me importo em ser feliz com você, como nunca alguém se importou ou vai se importar um dia. Mas, feliz ou infelizmente, cabe a você responder, eu me importo mais com a sua felicidade do que com a minha. Que eu chore por mais noites, que eu lamente por mais meses, mas que você sorria por pelo menos mais um dia. Pra mim, essa vai ser uma troca justa.

10.11.12

Esquisito

Percebi que não vou estar com você. Que todas aquelas coisas que eu só imaginei fazer com você nunca vão acontecer, que o que eu pensei que seria só meu e seu não vai ser, que todas as coisas que eu desejei foram perdidas por aí, como uma magica que te apagou de todas minhas futuras lembranças, agora sou só eu. E isso me deixa esquisita, com um sentimento esquisito. Uma lagrima estranha escorrendo lentamente. Todos meus sonhos viraram estrelas; morreram a um tempo mas ainda posso ver sua luz. Morreram porque o sonho é diferente se algo muda, e você se foi de todos eles. Pra onde vão esses sonhos sem sentido agora? O que eu faço com esse sentimento esquisito? A questão é que não existira mais um nós, apenas um você e um espaço destinado a outra pessoa; e eu, e um espaço que eu não pretendo preencher com uma pessoa. O sentimentos já esta passando, tudo anda passando rápido, poucos minutos, menos de meia duzia de lagrimas, nenhuma dor ou sofrimento. Mas a luz esta la e é esquisito vê-la. Quanto tempo leva, depois que a estrela morre, para o luz também sumir?

7.11.12

Não precisa ser assim

Estava pensando com meus botoes e percebi que não entendo porque relacionamentos acabam. Em uma manhã qualquer, o marido resolve se separar da mulher que tem alguma mania estranha pra ficar com outra mulher que não tenha essa mania, mas que tem outras. Deixa a mulher que o ama mesmo com todos os seus defeitos por alguma mais bonita, ou 'mais' qualquer outra coisa. Acho que as pessoas que gostam de coisas novas, pessoas novas; novas manias, novos gostos, nova aparência; nova história. Gostam de descobrir algo novo, viver algo novo. Ter novos lugares preferidos; novas musicas; novos momentos; novas chances. Colecionar novos amores. É, talvez seja isso. Talvez seja sobre querer todo o amor que puder conseguir. Talvez seja isso, mas eu ainda não vejo o sentido nisso. Não sei como as coisas chegam ao ponto de incomodar tanto, que as pessoas começam a se machucar com isso, que uma coisa pequena se torna uma arma. Sei que estou cansada de ficar aqui assistindo todos desistirem sem tentar, se machucarem, se perderem. Queria dizer que tudo bem se não dá mais, mas não precisa ser assim, não precisa ser um campo de batalha. Não precisa haver tanto sangue, tanta destruição. Não precisa haver mais do que um pouco de lagrimas. Entretanto tem muito orgulho e ódio no meio disso... Sei lá, minha esperança nas pessoas só tem diminuído mais e mais, tudo faz menos sentido a cada dia. Não que alguém tenha dito que faria sentido; eu só não gosto de não entender e me frustrar assim.

Suas músicas

          Hoje eu acordei com uma sensação de que alguma coisa em mim estava querendo sair. Mas de alguma forma, eu sempre prefiro que isso continue aqui dentro, como se fosse algo essencial pra que meu coração continuasse batendo, mesmo me causando dor e um pouco de lástima.
          Às vezes me pego ouvindo as suas músicas, e me lembro de quando você dizia que elas eram boas. Engraçado como só isso me remete tanto a você. Engraçado como tudo o que eu penso passa a ser você em pouco tempo. Acho que na verdade, tudo o que eu penso continua sendo você, mesmo com tudo o que aconteceu. É, aquele seu sorriso bobo quando ouvia uma frase de efeito, ou quando alguma bobeira te fazia rir, foi, e continua sendo, a melhor recordação sua pra mim. Esse seu sorriso talvez tenha se tornado uma obsessão, mas nunca daquelas doentias, só uma terrível vontade de passar a ser o motivo dele.
          Mas, a história continua a mesma, e aqui estamos, eu de longe te olhando, e torcendo para que você não olhe pra mim nessas horas. Ali, a alguns metros, torcendo pra você sorrir e me fazer lembrar do quão lindo é o seu sorriso. Eu ali, sempre do seu lado, mesmo você não sabendo disso. Eu aqui, sempre te amando em segredo. Um segredo tal qual nunca foi difícil de decifrar, acredito que até mesmo por você.

5.11.12

Estou desistindo

Ah, como foi humilhante ver a expressão dos meus colegas, minha professora e funcionários ao me verem chorar. Humilhante ter o coração partido mais uma vez. Ultima vez. Preferia estar sozinha em casa a estar trancada em algum box do banheiro; chorando todas as lagrimas que tinha, as que não achei que ainda existissem. Até alguém vir assoviando, pedir pra entrar e me fazer falar, falei tudo que estava preso aqui dentro, tudo de ruim que iria me consumir. Ouvi que estava tudo bem em chorar. E ai eu melhorei, passou, sem mais lagrimas, sem mutilar minha alma, sem ódio.
Chorar, mutilar minha alma; sei que isso sempre foi parte de mim que ainda não sei como deixar. Mas não deixarei que isso me impeça. Não criarei limites para procurar o que me faça bem, mesmo que tenha seus lados negativos. Ah, queria mesmo é desistir de tudo, mas não posso. Não posso ser um peso e uma decepção pra minha família, não posso deixar minha pessoa sozinha. Mesmo que cada segundo agora seja ruim. Porque estar sozinha é torturante, ou melhor, se sentir sozinha, se sentir um nada no mundo, a ultima opção, sentir que nada faz sentido e achar que um dia olharei pra trás e só o que conseguirei pensar é que deveria ter desistido de mim mais cedo.
Pois bem, estou desistindo de mim agora; pelo menos de uma parte de mim. Acho que não vou sentir falta.

(Esse é um discurso que faço a mim mesma agora que não estou triste, que não estou nada, que estou em um universo paralelo que ninguém conseguiu entrar e ficar, só passar. Talvez eu chore a noite, chore até não ter mais um pedacinho do meu travesseiro que não esteja molhado. Até eu tremer e não me aguentar. Até que eu tenha vontade de sair pela porta da frente e não voltar. Até os soluços me doerem. Até que eu durma. Talvez sim, talvez não. Mas o que importa é desistir de verdade e não voltar atrás, pois já não acredito que vá valer a pena.)

2.11.12

Porque não?

Eu consigo imaginar todos os meus amigos realizando seus sonhos, sendo felizes, fazendo a vida valer a pena. Imaginar o amor da minha vida realizando seus sonhos, sendo feliz, tendo uma ótima vida... sem mim. Consigo me imaginar presa nesse lugar por mais tempo, jogando o tempo fora, sem nem ao menos saber o porque. Imagino também as coisas boas, todos meus sonhos bons, mas as vezes é difícil imaginar que eles serão algo além de sonhos, difícil imaginar que os sonhos bons iram se tornar realidade quando os ruins tem chances muito maiores. Não quero ter uma vida decepcionante; sei que nada é perfeito, nada é do jeito que queremos, que muita gente - talvez todo mundo - tem algo decepcionante. Mas eu não quero isso, não quero arrependimentos, não quero viver esperando por algo surpreendente e que não vai acontecer, não quero forçar coisas que eu sei que não vão chegar nem perto do que eu quero. Eu quero sempre tudo, tudo que é instável, tudo que eu não posso ter, tudo que machuca, tudo que tiram de mim, tudo que pode até se tornar ruim, mas quando é bom... Ah, vale tanto a pena. Não quero as duvidas, mas existe aquele sussurro na tempestade, aquele som que sei que é maravilhoso mesmo sem ouvi-lo, que está, esteve e estará sempre lá, só preciso sobreviver a tempestade. Talvez não sobreviva, talvez não dê tempo, talvez me atole no caminho. Mas está lá, esperamos por mim então... Porque não?

24.10.12

"Esquecível.."

Ser ou não ser? Eis a questão,
um labirinto de dúvidas, de sim ou de não,
respostas esmaecidas nessa imensidão,
dentro de tudo que eu chamei de coração.

Ter que escolher é duro de mais,
ver você passar e não poder olhar pra trás,
escutar os seus passos e ainda não ser capaz,
de dizer que eu te quero ou algo mais.

A incerteza é o que não me deixa mais dormir,
cada uma dessas noites sonhando contigo aqui,
acordado sabendo que você está por aí,
mas nada que eu faço é bom o suficiente pra ti.

Longe demais, distante, impossível,
algo repentino, sem sentido, imprevisível,
de natureza ocupada, sem chance, indisponível,
só mais um qualquer, tanto faz, "esquecível"..

21.10.12

"A cabeça da gente é um inferno"

Tem dias que são um inferno. Dias que minha cabeça é meu inferno. Dias que esperar ações ou palavras gentis de mim é uma perda de tempo.  Quando eu não consigo ficar quieta fazendo algo sem que a vontade de fazer algo ruim venha me perturbar, fico andando de um lado pro outro, sem sentido, apenas não fazendo nada ruim, porque eu te prometi isso. Consigo deitar e ficar quieta, tento me convencer que não tem problema meu coração estar doendo, ou sentir que minha garganta vai fechar, me convenço que tudo isso está só na minha cabeça. Mas tem tanta coisa na minha cabeça, porque só as ruins tem que aparecer agora? Começo a implicar com reflexos, simplesmente não gosto de olhar nada que tenha reflexo. Fica tão fácil imaginar você, você me olhando com medo, medo de mim. Percebo que é muito pior ver meu próprio medo em outra pessoa. Tenho medo de ficar sozinha mas também tenho medo de não ficar apenas por sentirem pena de mim. Tenho tanto medo. Não quero me tornar algo que te envergonhe, que te machuque. Ironicamente já faço isso com todo mundo, mas com você não, por favor, não você. Espero por uma mensagem que nunca chega, uma mensagem que vai afastar tudo isso de ruim. É quando todo o medo vai embora eu consigo ser algo bom, eu consigo não me sentir daquele jeito, eu consigo não imaginar o medo em você, nem em mim. 

16.10.12

Copo vazio

Tem um vazio dentro de mim. Tento constantemente ocupa-lo, mas parece que estou colocando aguá em um copo furado, bem... Pelo menos ele se enche por algum tempo. É como aquela gaveta sobrando da comoda, que aproveitamos pra colocar tudo que restou lá... talvez essa não seja a melhor forma de imaginar...
Eu me sinto melhor quando alguém está por perto. As coisas são melhores quando há alguém por perto. O problema é que qualquer um não serve. Alguns só enchem metade do copo, alguns mantém o copo sempre cheio quando estão por perto mas não podem ficar muito tempo, e ai o copo se esvazia. E tem uma pessoa, só uma pessoa, que tapa o buraco e de alguma forma, ele se enche. E transborda. Mas - porque tem sempre que existir um 'mas' depois de algo bom - não é tão simples assim.
Enquanto as coisas não são simples eu encho o copo com uma bebida qualquer.

7.10.12

Espaço

          Às vezes me pergunto por que eu gosto tanto do espaço, do universo, e de tudo que há nele. Tantas estrelas, tantos planetas, tantas cores e brilhos. É como se fosse mais do que apenas um infinito lugar vago. Parece que tudo o que há por meio a cada luzinha daquelas é uma nova descoberta a se fazer. Parece que tudo aquilo que nos encanta sem nem conseguirmos explicar o porque são coisas que nunca serão explicadas.
          Talvez eu me sinta assim, como essa imagem complexa e sem sentido. Talvez eu seja um imenso lugar vago, com cores e brilhos, mas com muito espaço entre cada um desses pontinhos. Talvez eu fique ali, esperando alguém se encantar comigo ou mesmo me explicar, e descobrir que também existe algo bom em mim. Tão inexplicável quanto um big bang, tão complexo como a criação. Tão admirável quanto o brilho de uma estrela, mas tão incompreensível como o infinito. Talvez eu seja mesmo assim, sem sentido, sem explicação, sem motivo, origem ou razão, com várias estrelas mortas, mas com muito o que mostrar.. Mas ninguém consegue ver se não olhar com duas doses de carinho e um pouco de atenção. E infelizmente, poucos são os dispostos a fazer tal coisa, talvez por falta de vontade, talvez por medo do que vão encontrar por lá.

6.10.12

Futuro

          Futuro, algo tão relativo... Tão incerto... Tão imprevisível... E por mais que todos saibam disso, insistem em acreditar, insistem em tentar ser otimistas com a esperança de que algo vai dar certo. Às vezes parece loucura, acreditar no que mal se pode ver ou esperar alguma coisa que venha com o vento, mas às vezes também é a única saída. Lembro que diziam que amanhã é um novo dia, que as coisas vão estar melhores e que lá tinha algo guardado pra mim. É, mas o amanhã faz parte do futuro, e por mais difícil que seja aceitar, nem sempre o futuro costuma ser bom com a gente, e se não for com todo mundo, pelo menos não é comigo.
          Será que deixar de acreditar é uma saída? Será que esperar as coisas acontecerem é uma boa opção? O problema é que essa decisão não é forte o suficiente pra atravessar uma oportunidade ou uma brecha. E no final? É, o final continua sempre o mesmo, sozinho, vazio, frio e sem esperança. Ter esperança parece algo difícil de mais pra mim, às vezes algo impossível, tão impossível quanto a felicidade de um passarinho que engaiolado perdeu sua liberdade. Sinto que nada vai mudar, sinto que tudo vai continuar a mesma coisa. Sinto que depois de amanhã, o meu ontem só vai incrementar o meu passado carregado de lágrimas e fracassos. E o que isso significa? Nada, só que nada nunca vai mudar.

4.10.12

Sonhos, desejos, palavras e verdades

          Uma quarta-feira qualquer. O dia começa cedo. Acordo com fortes batidas na porta. Abro meus olhos e é como se não visse nada. É, parece que o espírito de solidão já cega minha alma logo cedo. Um banho quente lava o suor dos meus pesadelos. Arrumo minhas coisas e saio de casa. Tento me animar com algo de bom astral, mas isso é em vão. Chego na escola e o desejo de isolamento me domina. Fico no meu canto sem incomodar ninguém, até que uma repentina troca de lugares muda tudo. Sim, eu fui pra lá, fui pra bem perto daquela que rouba os sorrisos de onde o meu ódio protege. Enquanto tudo e todos estão distantes, ela se destaca sobre mim como aquela estrela que se apressa em aparecer no céu, mas não tem pressa alguma de deixá-lo. É, ela faz meus olhos brilharem.. Mas brilharem por quê?
          Nessas horas o tempo dá passos curtos e as horas passam de um jeito diferente, pelo menos pra mim. Ela e o seu jeito confiante de ser me cativam, cativam o meu olhar me fazendo escravo de um sentimento que eu não consigo mais entender. A distância me deixa triste, as lembranças enchem meus olhos e a dor derrama minhas lágrimas. Mas a presença me anima, a voz  me contenta e um olhar me faz sorrir. É estranho quando a mesma pessoa que te faz chorar, é a mesma que te faz rir atoa. Sonhar com tudo perfeito virou rotina. Perceber que nada é perfeito é apenas mais um constante pesadelo da realidade. Mas, sonhar é o que mantém a minha fé, ou pelo menos mantinha até que algo surgiu acabando com tudo. Na verdade, esse algo tinha o trabalho de acabar com tudo, mas infelizmente, não fez esse trabalho direito.

Vermelho.


  A casa estava silenciosa, até que uma criança entrou correndo pela porta da frente. Ela entrou em todos os cômodos, e saia de cada um com algum brinquedo. Entrou como um furacão no ultimo cômodo, empurrou a porta com força, e essa bateu na parede fazendo barulho. Abriu o armário, arrastou uma cadeira para perto e procurou por algo lá dentro. Saltou da cadeira com uma peruca vermelha, laranja e amarela. Abriu a primeira gaveta da cômoda e tirou de lá uma pequena esfera branca e vermelha. Abriu a segunda gaveta.
  A menina perdeu o animo ao olhar para o conteúdo da gaveta. Olhou para os dois lados, verificando se alguém estava a observando. Respirou fundo e pegou a pistola. Era pesada e muito grande para suas mãozinhas. A menina virou e revirou a arma, suas mãos tremiam. As balas estavam na gaveta.
Escutou o barulho do portão da frente. Guardou a arma rapidamente, colocando do mesmo jeito que havia achado e fechou a gaveta. Logo um sorriso surgiu em seu rosto e o furacão saiu do quarto.

  Um homem abriu a porta no quarto e deu um grito, terror estampava seu rosto. Ele correu até a menina e se ajoelhou ao lado de seu corpo. Era aquela menininha, mas ela havia crescido, passaram-se muitos anos após aquele dia. Mas era a mesma menininha.
  Não havia mais aquela paixão dentro dela, não havia mais aquele sorriso bobo, e seus olhos não transpareciam felicidade. Ali tinha terminado todo seu sofrimento. Só restou um corpo frio, lábios roxos e um olhar fixo no nada. Sua cor favorita que sujou suas roupas, suas mãos. E caída do seu lado, próximo a sua mão estava a arma. A menininha feliz se perdeu em algum lugar ao longo do caminho e essa menina não aguentava mais ser forte.

1.10.12

Caos

  Queria escrever aqui algo intenso, algo que me explicasse. O problema é que eu sou difícil, vivo me contrariando, mas apesar disso, todos os meus lados são sinceros.  Eu podia explicar um pouquinho, só o superficial, mas só o superficial seria como um crime, e mais que isso seria muito para simples palavras. Muito para uma menininha organizar. Mas ainda preciso me livrar de alguma coisa, então vou tentar. 
  Tenho medo que os pedacinhos de mim que consegui juntar se separem, eu não quero sentir tudo aquilo de novo; sinceramente, não tenho fé de que eu aguentaria.  Faltam muitos pedaços ainda, e os que eu consegui de volta não se encaixam ou estão se desfazendo nas extremidades. De uma coisa eu sei: nada mais será como era antes, mesmo que eu consiga todos os pedacinhos de volta. Não sei como era quando eu não tinha nenhum, mas lembro-me o suficiente para saber que não posso passar por isso de novo. Porque não posso? Porque tenho medo desse desconhecido. Medo de perder tudo de novo e me tornar tudo que eu nunca quis ser, ou de me cansar, realmente me cansar.
  Mas eu não posso desistir. Não venha me dizer que eu posso. Eu não posso e eu entendo que você não entenda. Preciso disso pra conseguir paz.  Ok, isso ficou muito confuso. Eu também não gosto da minha mente, ou Caos, se você preferir. Já estou começando a perder o foco dos pensamentos. Eu só não posso desistir. É tudo, nada ou nada (sim, acabei de falar sobre eles).
  Algo em mim (ainda não encontrei nome para isso) gosta de me torturar. Estou no meio de uma aula de história que esta ótima, mas preciso escrever isso, de alguma forma me alivia sem que eu precise chorar. Estou com a cabeça deitada no braço... Sinto o perfume dela. Eu sei, eu sei... Impossível. Mas eu sinto, e continuo com o rosto no braço. A minha loucura tenta me consolar.

29.9.12

Azul.

  Lá estava a menina sentada admirando a imensidão do mar. Algumas gotas salgadas a alcançavam quando a aguá batia contra a rocha. Ela não se importava. Olhava o céu azul e sorria, mas logo voltava a atenção para a aguá. 
   Ah, o céu... Olhar o céu a fazia querer voar, era outro patamar da vida, imaginava que as nuvens eram os seus sonhos. As nuvens não ficam paradas ali sempre, o vento sopra e as leva pra outro lugar. Ou chove. E tudo desmorona. Tem também as neblinas, você pode as tocar mas não dá a sensação de ser real, e elas se vão logo.
  Tudo se foi logo, pensava a menina.
  Ela deitou sobre a rocha e fechou os olhos.
  Seria simples ter pego uma arma, pular de algum lugar alto, tomar muitos remédios, ou alguma outra coisa. Simples, mas talvez não funcionasse, e ela precisava que desse certo. Ninguém poderia saber que aquilo foi de proposito, não poderia machucar alguém daquele jeito. Não podia correr o risco de algo dar errado e ter de ver todos tentando ajudar, todas as lagrimas, todo o sofrimento. O dela já bastava. Já estava cansada, já havia desistido. Era simples entrar naquele azul e esperar a vida se esvair. Não seria rápido, não seria uma espera boa. Mas tudo acabaria ali, não haveria nada mais. Nada. 
Seria um acidente. Apenas mais uma pessoa que se perdeu no azul. Não havia sido diferente nos últimos dias, não deu nenhum adeus, não se comportou de forma diferente. Sempre as mesmas palavras, os mesmo passos. Não havia nada nas entrelinhas.
  A menina abriu os olhos, se levantou. Em alguns segundos não se via mais uma menina ali; o azul a engoliu.

28.9.12

Que caminho devo seguir para sair daqui?

Não sei por qual caminho vim, onde estava, onde estou, por onde vou, onde vou chegar. Não sei se estou insistindo em algum erro, não sei se no fundo já desisti de tudo, não sei se a esperança está em conflito com o resto. Só sei que eu não ando sentindo muita coisa ultimamente. Sem choros aleatórios, sem ansiedade, sem ataques de panico. Mas as vezes dá um leve desespero, um leve pensar demais. E eu me livro disso logo. E fico assim: perdida. Tô precisando me achar em meio a esse caos. Saber o que fazer, me decidir em algo. Ter ao menos uma direção. Peço conselhos aos quatro ventos, mesmo já sabendo que nenhum ira me agradar e serão só ideias.Talvez o problema de tudo seja eu ser uma Alice, que não saber onde quer chegar e assim, não sabe por onde ir; e ninguém diz por onde ir sem que haja uma resposta para o onde quer chegar. Decisão difícil, importante. Eu ainda sou jovem demais, sem noção demais, medrosa demais. Não sou uma grande lutadora, não me dedico, o golpe mais fraco me faz querer desistir e procurar algo diferente. Mas sinto essa necessidade de me decidir e não desistir, não mudar de ideia. Sinto que se não tiver um objetivo fixo, aquele feito de material resistente - que não desmorona com qualquer brisa ou tempestade. Algo que se torne parte de mim de uma maneira que nunca mais irá me abandonar. Enquanto isso não acontece, eu fico brincando de Alice, só tentando voltar pra casa. Ora ou outra me distraindo por esse caminho que não é bem um caminho. Mas continuo indo, ou vindo. Sem luzes pra me guiar. Quem sabe eu não tropece em algo bom. Ainda sobrou um pouco de otimismo.

25.9.12

Impossível não querê-la feliz

          Às vezes nos sentimos sozinhos, sem ninguém, até mesmo desamparados. Às vezes rogamos aos céus por um motivo para sorrir, mas as nuvens permanecem escuras, nubladas, e os trovões estremecem nossos desejos como se nosso alicerce fosse completamente mal fundamentado. Sonhamos em cacos, nossa visão fica distorcida, sonhamos como que em um quarto escuro. Tudo o que precisamos às vezes são asas, daquelas que cobrem e protegem, como escudos em uma frente de batalha que geralmente estão nos braços de pessoas que não sabem voar.
          Ela sempre foi quieta, isolada, reservada, mas a todo momento esteve ali. Observava, vivia, ajudava, e sempre lutava por um sorriso. Animada, extrovertida, tirava a melhor das sensações em mim. Confiável, sincera, conselheira, de suas palavras a melhor das intenções, e dos meus segredos cofre perfeito. Era linda, de beleza única e sem igual, morena, de cabelos negros, olhos castanhos e um jeitinho todo sem jeito. Com um olhar pedia um abraço, com outro pedia carinho, e com seu abraço segurava o meu mundo. Secava minhas lágrimas, escutava minhas mágoas, confortava minha dor, a branca de neve do coração puro. Um anjo sem asas com o dom milagroso do bem estar. Uma criatura talvez feita para ensinar, compreender ou realizar sonhos. Alguém diferente, inigualável e especial.
          Era difícil não se apaixonar, resistir ao calor daquele abraço e ao brilho daqueles olhos. Difícil era vê-la triste e não poder ajudar. Difícil era fazer tudo o que podia e ver que ainda não era o suficiente para sua felicidade. Difícil era não amá-la como a si mesmo. Difícil era não querê-la bem. Impossível é não querê-la feliz.

20.9.12

"Alice no país da realidade"

Acho que sou uma dessas pessoas que parecem difíceis mas são bem fáceis. Calma, não é no sentindo que você deve estar pensando. Vou tentar explicar, mas já deixo claro que essa é uma das coisas que eu não sou nada boa em fazer.
Mudo de ideia rapidamente, tenho poucas certezas na vida - se é que realmente tenho alguma -, posso contar tudo que lembrar sobre mim hoje e amanha estar diferente, e mesmo que fizesse uma dissertação todo dia ainda não haveria nada fixo, e considerando que ela seja sempre sincera; sim, eu minto e omito bastante coisa, digo o que querem ouvir apenas por falta de paciência, escondo coisas que talvez não devesse; não aceito colo quando estou triste, mas existem raras exceções, se eu cobrar atenção é porque tem algo errado.
Já me disseram que sou apenas uma menininha disfarçada de madrasta da branca de neve (aquela versão de once upon a time), que no fundo eu sou uma boa pessoa e adoro e só quero receber carinho. Eu nego, mas agora vou admitir que é verdade. Sou carente. Não ligo se um garoto que eu mal conheço se sentar do meu lado e ficar abraçado comigo por um tempão (hello stranger, queria mencionar isso e dizer obrigado). Nada me faz sentir melhor do que um abraço bem apertado e que dure muito tempo. Mas abraços assim quando estou triste não são validos, meus olhos quase transbordam com as lagrimas, e se tem uma coisa que eu odeio é chorar, mas eu choro, e demais, se eu fosse um cartoon iria inundar meu quarto todos os dias. Gosto da minha imagem de durona (que eu penso ter), mas é só chegar em casa que o verdadeiro eu aparece, e chora tudo que tem pra chorar. Penso que existem varias Tati dentro de mim, e que a verdadeira e essa chorona e carente, mas ninguém a conhece porque as outras não deixam. Estão em constante briga, mas é uma briga com boas intenções, só não querem que vejam o quanto a pequena é uma criança vulnerável, afinal, como vencer se contarmos o plano? Então ela fica lá quietinha, ora ou outra algo a atinge e surge outra Tati para defendê-la. Acho que algum dia vai ter tantos eu de mentira que eu de verdade vai morrer sufocada. Tenho um pouco de medo disso, ao mesmo tempo sei que seria ótimo e aguardo ansiosamente.
Gosto muito de coxinha e mudo de assunto rápido. Quando acordo cedo, sempre tem uma luz que entra pela janela do banheiro (aqueles fechos de luz) e eu consigo parar bem pertinho do espelho e essa luz fica nos meus olhos. Tenho olhos castanhos. Vejo um deserto nos meus olhos ou talvez seja um planeta distante e desconhecido.  Meus olhos me descrevem: distante e desconhecida.
Não gosto de falar, não gosto de compartilhar meus pensamentos e sentimentos, gosto de ser a ouvinte, o abraço acolhedor, o ombro para chorar. Sou mal interpretada, por não usar as palavras certas, por não me ouvirem com atenção, e principalmente por eu ser tão confusa.
E tem tantas coisas mais pra falar sobre mim, mas já não quero falar nada. Quero guardar todo o resto pra mim, afinal, já falei demais.

Alguma coisa sobre o amor


E aí eu encontrei o amor. Sem esperar, sem querer. Sem tempo de conseguir identifica-lo e então fugir. Quando percebi já havia me dominado. Só pude sentir aquilo. Tudo aquilo.
Amor é se preocupar se ela está bem; é tentar tudo para anima-lá; é mandar bom dia só pra ela saber que estava pensando nela; é mandar boa noite só pra ela saber que pensou nela antes de dormir; é sentir que a tarde foi incompleta por não ter falado com ela; é querer pedir pra ela ficar mais um pouco; é sorrir com todos sms; é ficar triste por não poder responder; é quase implorar pra ir ao cinema contigo; é vê-la antes de ela te ver e ficar com cara de boba; é passar metade do filme arrumando coragem pra segurar a mão dela; e conseguir a coragem e pensar que não há nada melhor que isso; é não querer se despedir; é querer tudo de novo um segundo após se despedir; é contar para todos os amigos como foi incrível; é querer saber se ela gostou; é sonhar com ela; é contar os dias para vê-la novamente; é não poder vê-la; é inventar uma mentira para poder ir; e se perder por não saber o caminho; é ter que ligar pra ela morrendo de vergonha por estar indo sem avisar; é dar um abraço apertado; e se preocupar se ela sentiu tudo que você queria que ela sentisse; é ficar com receio de falar algo que a faça pensar que ela te deixa nervosa; e ela deixa; é dar abraço e dizer tchau e não ir embora; e fazer tudo de novo; é não prestar atenção na explicação de como voltar; é ouvir a sua voz mas não entender as palavras; é pensar em como o abraço foi gostoso; é pensar todos os dias nela; é querer ela de presente de natal; é observar as fotos dela pela casa; é tentar tocar the only exception pra ela; é precisar de 5 minutos para pedi-la em namoro; e quase gaguejar; é ficar surpresa ao ouvir aquele ‘claro’; e não saber o que fazer em seguida; é ficar esperando que ela te beije; é estar nervosa demais para conseguir beija-la de volta; é estar muito nervosa; é dizer que tem que ir embora; é pedir pra que ela te leve até a rodoviária; é perder o ônibus e fazer ela andar mais ainda contigo; é não acreditar que ela aceitou mesmo; é desejar nos primeiros segundos do ano que ela seja sua; é morrer de saudades; é marcar de sair e ficar triste por ter que cancelar; é pagar as duas  passagem sem que ela perceba e ficar rindo das tentativas dela de pagar o cobrador; é querer poder segurar a mão dela no shopping para que todos vessem como você era a garota mais sortuda do mundo; é ir ao cinema e não assistir o filme porque olha-la é muito melhor; é sussurrar o primeiro eu te amo; e ouvir outro; é fazer mil perguntas bobas; é querer saber o que ela não gosta de comer; e ainda lembrar da resposta; é faze-la ir comprar doce com você e acabar não comprando nada; é não ter assunto mas querer escutar a voz dela; e falar que ela tem uma pulseira legal; é ganhar a pulseira por ser especial pra ela; é não ter tirado a pulseira até hoje; é sentar num banco pra esperar pelo ônibus e querer matar o tiozinho que veio falar com ela; é dar um jeito de ter sua mão na dela sem que ninguém perceba; é querer ficar com ela até o pai dela vir a buscar; é se despedir com um aperto no coração; é pedir pra que ela se cuide; é perceber que o céu está lindo e querer que ela veja também; é tentar tocar musicas bonitas pra ela; e ser interrompida com um beijo; é escrever coisas bobas; é apanhar com um galho e rir; é deixa-la constrangida até ficar vermelha; e a deixar mais constrangida dizendo que ela está vermelha e linda; é ficar com raiva por não dar pra se despedir decentemente; é sair com um amigo e arrumar uma desculpa pra vê-la antes de ir pra casa; é querer leva-la pra um lugar que só exista você e ela; é querer poder largar tudo pra encontra-la e ver o sorriso lindo que só ela tem; é ir viajar e imaginar como seria se ela estivesse junto; é tirar a pulseira por medo que o mar a roube de você; é ficar com o coração apertado ao receber um sms triste; é querer mandar uma mensagem telepática avisando que está doente e sem credito; e que a ama; é esperar ela pegar o sorvete e roubar o sorvete dela; é assistir os piores filmes da tv; é comer o segundo pedaço de pizza mesmo não querendo; é olhar as fotos pela casa dela e se perguntar se um dia teram uma casa juntas e fotos por ai; é ver que o céu esta lindo mas não dizer porque o pai dela esta perto; é querer sair no meio daquele tempestade só para dar aquele clichê beijo na chuva; é querer ficar com o rosto na curva do pescoço dela porque seu perfume é gostoso; é sentir o cheio dela antes de ir dormir, mesmo sendo impossível; é não conseguir segurar o choro; e dizer que não quer que ela vá embora; é beijo sabor coca; é ficar com vergonha ao lembrar de algo; é ouvir alguma coisa engraçada e olhar para os lados para ver se ela esta rindo também; e ficar chateada por ela não estar ali; é assistir algo que não gosta só porque ela gosta; é comprar coca ao invés de sprite porque nunca se sabe quando ela pode aparecer; é ter esperança mesmo que seja impossível; é se desesperar ao saber que algo deu errado; é querer tomar todas as suas dores; é ver um sorriso e ver o sofrimento escondido por detrás; é abraça-la por longos minutos até precisar ver seu rosto de novo; é conforta-la e deixa-la chorar em seus braços; e ser forte para isso; é errar tentando fazer o que pensa ser melhor; é deitar  a cabeça no travesseiro e desejar que fosse invisível para todos, exceto ela, assim ela nunca estaria sozinha; é não saber o que fazer depois de dias sem noticias; é não conseguir parar de imaginar como seria se ela estivesse com você; é ficar até de madrugada escrevendo algo que ela nunca irá ler; é só precisar saber que ela está bem; é sentir ciúme, raiva e medo mas confiar mesmo assim; é brigar e mesmo assim se lamentar por não passar o dia dos namorados juntas; é ter o coração partido; é fazer o que consegue e o que não consegue para guardar tudo isso; é dar uma segunda chance; é guardar todo o sofrimento; é ter mil coisas na cabeça e querer só ficar quietinha mas fazer o que é preciso mesmo assim; é dizer algo que não penso de verdade, só por achar que será melhor; é confiar de novo; é ficar acordada até meia-noite e acordar as cinco da manha só pra conversar; é fazer algo errado e se arrepender; é se sentir mal por isso e precisar tomar um ar; é ir assistir o final daquele filme com ela; é escolher o sabor errado de milk shake e ser zoada por isso; é ter mais ciúmes; é o coração apertar porque está quase na hora de se despedir; é ir mais pra esquerda rs; é vê-la ir embora e continuar sentada sozinha no escuro; e chorar; é querer apertar o botão do replay; é sentir o coração acelerar e as mãos suarem; é dizer um oi tímido; é acha-la fofa fazendo drama por causa de um inseto voando; é estragar a coca-cola colocando aquele negocio rosa; é poder abraça-la pelo tempo que quiser; é faze-la  se sentir linda e amada; é fechar os olhos e sentir a mão dela fazendo carinho no seu rosto; é abraça-la apertado até a vontade de chorar passar; é continuar de olhos fechados após a beijar por ter medo de acordar de um sonho; é pegar dois ônibus, mesmo sendo desnecessário, para não deixa-la ir sozinha; é achar seu chinelo da coca-cola legal; é achar suas mãos e pés fofos e nem saber o porque; é apresenta-la pro seu melhor amigo; é ficar com vergonha quando percebe que ela esta te observando; é poder andar de mãos dadas sem se preocupar; é tirar fotos dela fazendo cara de quem quer te matar; é ficar preocupada e querer leva-la para casa; é ficar sem palavras quando ela coloca uma aliança no seu dedo; é querer matar aquele idiota que não para de olhar pra ela; é, sem querer, pegar no sono com a cabeça no ombro dela; é te-la nos seus sonhos e fora deles; é segurar o choro mais uma vez; é dizer tchau; e se perguntar se aquele abraço foi intenso o suficiente, se ela consegue ver nos seus olhos o quanto a ama, se ela sente a mesma coisa; é querer pedir pra ela ficar; e não ir embora nunca; não te deixar nunca; é ir pra qualquer lugar e imaginar vocês ali; é querer fazer ela sentir tudo que você sente; é querer cuidar dela e estar com ela; é não pedir nada de natal, pois já ganhou o que queria; e nos primeiros segundos de mais um ano, dizer as estrelas que a ama.
É precisar parar de escrever porque não sabe se vai conseguir parar de chorar depois de começar...

19.9.12

Feliz Aniversário Gih.

          Ela é linda, sonhadora, carinhosa e acreditava em tudo o que fazia. Tinha um dom de fazer as pessoas se encantarem com tanta delicadeza e confiança, com tanta sinceridade e bondade, com tanto pra dar sem pensar que um troco seria necessário. Ela sabia que um dia seus sonhos iam se realizar, que um dia tudo ia entrar nos eixos, e que finalmente a vida mostraria à ela tudo o que ela precisava pra viver, mas não uma vida como já vive, uma vida melhor, cheia de alegria, cheia de amor, e o mais imprescindível, cheia de expectativas realizadas. Tudo o que ela sonhara até então, agora virou sua mais concreta realidade.
          Uma dúzia de anos parece algo pequeno, visto de quem já viveu demais, mas pra quem olha pra ela, foi tempo demais pra fazer tanto e tão bem. Pode ser pouco tempo pra alguns, mas para outros é tudo o que importa. E agora, nesse dia, mais uma jornada começa... Pouco tempo? Talvez, mas começa algo novo e provavelmente diferente. É mais um ano em que ela sonha realizar seus sonhos, mais um período onde fantasias podem se tornar reais.
          Hoje começa seu décimo terceiro ano, meu bem. Use-o da melhor forma possível. Continue acreditando, continue sonhando, continue realizando. A felicidade já tem seu nome marcado e você merece ser feliz. Que todo o universo conspire a seu favor, e que tudo o que se pode ser desejado de bom venha a acontecer na sua vida. Se cuide e acima de tudo, continue sendo você mesma. Fica bem.

17.9.12

E quando chove...

Todo dia chove; uma tempestade ou uma garoa. Todo dia essa chuva salgada lava meu rosto.

Pago por você

Será, que vale a pena ficar pensando?
no que, os dias pra mim estão guardando,
e se, você for o amor que eu 'tô' esperando,
eu não, vou tentar resistir ao teu encanto.

Porque, eu ainda não sei se encontrei,
o que, a vida inteira eu procurei,
mas se, for você então eu já achei,
e se você for minha rainha eu vou ser o seu rei.

Porém, o tempo ainda não nos mostrou,
se o que, estamos sentindo é mesmo amor,
ou se, é só pra esquecer do que passou,
então vamos ver o que acontece, se contigo eu vou.

Eu sei, que você me conquista assim,
enfim, é o seu jeitinho tudo o que falta em mim,
se sim, é com você que eu vou estar no fim,
sabendo que eu sou seu príncipe ou o seu vagabundin'.

Pra mim, você é muito mais que uma rainha,
assim, dessas que não tem em qualquer esquina,
e sim, te ter pode crer que é a minha sina,
eu faço disso muito mais que um sonho, um plano de vida.

Eu vou, te ter, amar, você,
lutar, correr, ganhar, perder,
mas eu sei que vou viver, pra sempre com você,
mesmo que isso custe o amor, eu pago por você.

A vida que vivemos não é uma escolha minha,
eu te fiz parte dela, você é minha rainha,
daqui a um longo tempo, dentro da nossa casinha,
vai ter uma criança, chamada de princesinha.

Filha da mulher mais linda, com o seu olhar,
meiga, carinhosa e com o seu jeito de amar,
prendada, educada, com seu jeito de falar,
minha segunda dama a quem vou me dedicar.

Até lá, ainda temos muito o que viver,
jovens apaixonados sem medo de envelhecer,
vivendo cada dia, deixando acontecer,
mas sempre fazendo esse sentimento crescer.

16.9.12

Aquilo que já está escrito

          Ela foi, devagar, mexendo com tudo o que ele sentia. Ela mostrava ter algo que ele sempre havia procurado. Ela se foi tornando mais do que apenas uma peça do quebra-cabeças dele. Em pouco tempo, ele a via estampada em cada um dos lugares que olhava. Parecia que o verão tinha chegado mais cedo e novamente esquentado o seu coração.
          Ele se sentia perdido, como em um túnel escuro, e tinha medo de chegar à luz. Ele sabia que a luz da sua vida era ela, como uma pequena estrela que por mais simples contribui de um jeito único a uma noite estrelada. Ele não sabia o que ela estava guardando dentro dos seus sonhos, nem se ele ao menos existia neles. Ele ficava apreensivo de que novamente ficasse cedo por uma luz mais forte do que seus olhos podiam aguentar.
          Ela vivia tendo a necessidade de ser o norte dele. Ela sempre sonhou em ser a constelação mais bela das quais ele tinha recordação. Ela vivia pedindo aos céus que um milagre de amor unisse dois corações necessitados exatamente do que um podia dar para o outro. Ela sentia que ele era mais do que os seus sonhos a mostrara e queria vê-los acontecer. Mas ela tinha medo, medo de que ele ao invés das flores de primavera fosse apenas como as folhas secas de outono, e deixasse seus braços tão rápido quanto elas se desprendem de seus galhos.
          Dois corações sedentos por amor. Dois peitos sobrecarregados de medo. Duas vontades de forças inimagináveis. Dois sonhos completamente incertos. Duas mãos ansiosas por um toque. Dois lábios desesperados por um beijo. Dois corpos esperando, apenas, por tudo aquilo que já está escrito.

Me diga

          É estranho pensar demais em você assim? Será que eu não deveria esperar mais um pouco pra começar a fantasiar as coisas? Onde eu deixei toda aquela razão que eu julgava ter? Como isso pôde acontecer?
          Às vezes parece que foi tão rápido o processo entre te conhecer e ter você em mente vinte e quatro horas por dia... Mas às vezes parece que eu já te conhecia a muito tempo, que você era algo que sempre esteve guardado pra mim. Não sei se somos vítimas de uma brincadeira do tempo, ou se somos alvos de uma de suas maravilhosas obras sem sentido. Sim, sem sentido, mas apenas para nós, para aqueles que são submetidos a um holocausto vivencial. Quando tudo parecia acabado, a barreira entre tempo espaço foi mais uma vez quebrada inserindo um gancho entre o suposto final e o misterioso recomeço, deixando, talvez, uma confusão que afetaria nossas escolhas de um jeito difícil de se entender.
          Entretanto, o que cabe a nós fazer? Vale a pena entrar de cabeça nesse épico romance, ou o que nos cabe é aproveitar cada pequena labareda desse paixão que vem surgindo, pedacinho por pedacinho, até seu clímax de calor? Me diga, me mostre o que você quer, faça-me ver com os seus olhos. Me faça parte de sua vida, ou apenas me peça pra vivê-la por você.

15.9.12

K.O.

Não sou uma dessas pessoas batalhadoras, nunca fui. Menos ainda quando tenho concorrência, mas eu já não tenho mais nada, absolutamente nada. Se eu ganhar: lucro. Se eu perder eu vou continuar no mesmo lugar. Então prefiro lutar contra o meu adversário invisível, com esse constante medo de um nocaute. Continuar com tudo que eu tenho, até o ultimo segundo, e se eu perder, pelo menos eu vou saber que me esforcei - talvez não em todos os segundos desde o começo. Antes de desistir de tudo, eu preciso tentar isso. Esse último round.

Amor de quatro estações

          Ela, tão pequena, tão intocável. Ele, tão grande, tão surrado. Ela, carinhosa e carente. Ele, querendo dar carinho sem pensar no que teria de volta. Ela, tão educada, tão perfeitinha. Ele, tão largado, tão insuficiente. Eles, tão diferentes, tão em comum...
          Um olhar marcado, profundo. Um nome de um som tão agradável quanto o canto dos pássaros da primavera. Um jeito meigo, encantador como os tão surreais contos de fadas. Um falar tão culto quanto um poema daqueles que fazem estremecer o coração. Uma personalidade tão adorável como o desabrochar de uma rosa. Uma pele tão frágil quanto o desmanchar de um dente-de-leão soprado por uma brisa de fim de tarde. Um corpo tão encantador quando o ofuscante brilho de um diamante recém esculpido. Era tudo perfeito, tudo no lugar...
          Ele não sabia mais se o que via era apenas encantamento, ou se já havia começado a gostar demais. Ele não sentia mais vontade de ficar sozinho pra sempre outra vez. Ele só queria segurar as mãos dela, e a pedir pra ficar.. Que fosse por um segundo, que fosse por dois.. Mas que apenas ficasse. Ele via as fotos como um sonho distante, de um amor tão perto. Ele só sabia falar dela, e pensar nela durante cada segundo longe. Ele só queria a abraçar, dizer que a amava, talvez vivendo um outro amor. Tudo o que ele queria era tentar, descobrir, ver aonde tudo iria dar. Tudo o que ele queria era arriscar em uma paixão de inverno, ou em um amor de quatro estações.

Muralha invisível

Frequentemente eu me perco por aí e por aqui. Me perco dentro dos meus planos, aqueles que costumavam ser tão concretos e definidos, mas que foram definhando, agora tenho miopia dupla, enxergo as coisas internas e externas... Quer dizer, quase não as enxergo. Há aquela linha tênue entre meus sonhos e a realidade, que na verdade, deveria ser uma muralha, porém minha mente adora me pregar peças e então junta tudo e embaralha. Apesar de tudo sei o que é a realidade e o que gostaria que fosse, mas eu não gosto de andar, prefiro voar, e assim continuo colocando minhas fichas nos meus sonhos; continuo me decepcionando todos os dias.

14.9.12

Uma outra pessoa qualquer

          Ele olhou pra própria vida, sentia um vazio, mas dessa vez não era o mesmo vazio de antes, era diferente, era um vazio que ele esperava há um longo tempo. Era um vazio sem preocupações, um vazio sem cobranças, muito menos com coisas a se importar. Era um vazio pessoal, um vazio só dele. Era um vazio cheio de alívio, cheio de vontade, e cheio de tudo o que havia de bom dentro dele.
          Tudo o que ele havia sonhado veio ao chão. Tudo o que ele pensava acreditar, se desfez em frente aos próprios olhos. Tudo o que ele havia planejado agora são só folhas rasgadas. O amor que tanto acreditava viver, não passou de um mais um ato de paixão. Os sorrisos que dava, hoje parecem memórias construídas à base de meias verdades. Tudo o que ele queria era uma vida, mas uma vida a dois, uma vida que não fosse vivida apenas por ele.
          Ele nunca acreditou em destino. Ele nunca pensou que o futuro também era uma palavra boa. Ele nunca disse que tinha esperança. Agora, tudo o que ele faz é ter esperança de que o futuro o traga algo bom, algo que talvez, seu destino guarda. Talvez nas mãos do tempo, talvez nas mãos do acaso, ou talvez, nas mãos de uma outra pessoa qualquer.