Como eu vim parar aqui? Como nós acabamos não sendo nós? Como nós acabamos?
28.12.12
8.12.12
Algo aleatório
Toda vez que tento desistir de mim alguém me impede. E me importo o suficiente pra não conseguir ignorar. Talvez a solução seja desistir das pessoas, e depois desistir de mim. Meus sentimentos me sufocam, e quando eu tento escapar deles as pessoas me sufocam. Eu não sei me ajudar de uma maneira boa, eles não sabem me ajudar. E eu também tenho medo.
6.12.12
Esqueça
Esqueça nossa história
Esqueça tudo que eu fiz
Por você, esqueça nós dois
Me conte depois
Como é viver sem lembrar
Lembrar de mim
Ou de você
Como um só
(Seis - Fresno)
Esqueça tudo que eu fiz
Por você, esqueça nós dois
Me conte depois
Como é viver sem lembrar
Lembrar de mim
Ou de você
Como um só
(Seis - Fresno)
5.12.12
Por ali eu te amei
E foi por ali que eu te vi chegar, e por ali nós passamos de mãos dadas, e por ali que eu te dei um beijo, e por ali que você me olhou preocupada, por ali nos sentamos e você me zoou, por ali eu tirei aquela foto que você estava com cara de que ia me matar, por ali eu fiquei com ciumes, por ali eu quase assassinei duas pessoas, por ali você me deu aquele presente, por ali eu senti o toque suave da sua mão na minha, por ali eu consegui um sorriso seu, por ali nos corremos, por ali você me explicou porque tem que por a aliança no dedo anelar, por ali você fez eu achar que era tudo um sonho, por ali você quase me deixou louca, por ali eu te abracei apertado, por ali eu te disse tchau, por ali eu te deixei ir.
Tantos momentos por ai, tantos lugares que já foram cenários do nosso amor, e agora são só cenários esquecidos. Como uma peça de teatro que já saiu de cartaz; vão se lembrar dos bons atores, dos melhores momentos, das boas criticas. Mas acabou, não vai ter mais. Só ficam as memorias.
4.12.12
10 anos atrás...
Era meu aniversário de 7 anos. Faltavam algumas horas pra minha festinha. Lembro de estar vendo tv e minha mãe tomando banho quando o telefone tocou, e parecia que era importante porque ela saiu do banho rápido e foi atender. E aí ela começou a chorar. Meu avô havia morrido. Não me lembro muito mais daquele dia; ela parou de chorar, fizemos a festinha, acabou, fomos para o velório, eu dormi na casa da minha tia.
Eu não sabia o significado daquilo tudo; morrer. Aquilo não me afetou na hora, no dia. Mas os dias foram se passando e meu avô não estava lá para me levar à escola, assistir meus desenhos bobos, me levar pra dar uma volta na cidade, ou cuidar de mim quando eu ficava doente. Ele não estava mais lá. Nunca mais estaria. Me lembro de um dia minha mãe estar triste por causa disso e me xingar dizendo que no ultimo dia que ele passou em casa antes de ser internado eu não fui vê-lo. Acho que nunca teria me preocupado com isso se ela não tivesse falado. E agora eu penso nisso todos os anos, e me arrependo por não ter estado lá.
Quando eu brigo com alguém e ficamos sem nos falar eu acabo me pegando pensando sobre coisas ruins, como se a pessoa fosse morrer e eu não tivesse outra chance de dizer o quanto ela significa pra mim, ou ver seu sorriso de novo, ou qualquer outra coisa boba que acaba se tornando algo muito importante. Acabo pensando nisso todo os dias, se esse dia será o ultimo, e mesmo assim eu não vivo os momentos como se fossem os últimos E eu acabo o dia deitava na minha cama me arrependendo das palavras que eu não disse, dos abraços que eu não dei, dos erros que não perdoei. Ou me arrependendo das palavras que disse e das coisas que fiz.
Posso resumir o final dos meus dias como uma montanha de arrependimentos.
3.12.12
Bullshit #1
Eu vou te escrever uma canção, uma canção para que saiba que eu sempre estarei aqui..
Quando tudo estiver ruim, você pode a ler e talvez lembrar de mim..
Afinal isso foi tudo o que eu sempre fiz, escrever e na maioria das vezes sem saber..
Sem saber se havia chego aos seus ouvidos, ou mesmo se você teve a chance de ver...
Saiba que eu nunca quis nada pesado de você, nada que você não pudesse fazer..
O que te custaria uma explicação ou mesmo me fazer entender?
Pra mim custou e vem custando um mundo, um mundo em que você é como um arranha céu..
Porém todo o seu brilho e sua magnitude foi coberta por um véu..
Eu não pretendo interferir na sua vida ou mudar alguma de suas ações..
Afinal, o que vale é o que tem dentro dos corações.. não é?
Sendo assim, por favor, não me leve a mal quando por todos esses anos..
Tudo que eu fiz foi esperar por um eu te amo.. seu.
Quando tudo estiver ruim, você pode a ler e talvez lembrar de mim..
Afinal isso foi tudo o que eu sempre fiz, escrever e na maioria das vezes sem saber..
Sem saber se havia chego aos seus ouvidos, ou mesmo se você teve a chance de ver...
Saiba que eu nunca quis nada pesado de você, nada que você não pudesse fazer..
O que te custaria uma explicação ou mesmo me fazer entender?
Pra mim custou e vem custando um mundo, um mundo em que você é como um arranha céu..
Porém todo o seu brilho e sua magnitude foi coberta por um véu..
Eu não pretendo interferir na sua vida ou mudar alguma de suas ações..
Afinal, o que vale é o que tem dentro dos corações.. não é?
Sendo assim, por favor, não me leve a mal quando por todos esses anos..
Tudo que eu fiz foi esperar por um eu te amo.. seu.
2.12.12
E ela caiu.
“Amém”
E a menina fez uma expressão de finalmente. Apertou algumas mãos, deu alguns sorrisos, disse algumas palavras e saiu.
Estava uma chuva horrível. Mas qualquer lugar era melhor do que aquele, pelo menos pra ela. E saber que estaria em casa em alguns minutos era ainda mais gratificante. Antes que corresse até o outro lado da rua sentiu que estava toda molhada. Maldito tênis branco. Estava mais difícil correr agora, com aquele peso das roupas molhadas. Continuou.
Parou apoiando as mãos no joelho; sua respiração pesada, buscando fôlego. Depois de virar a esquina precisaria correr uma curta distancia e estaria em casa. Assim que deu os primeiros passos voltando a corrida ela se sentiu zonza, sua visão estava escurecendo.
E ela caiu. Apagou.
O som da chuva soava pior em sua cabeça do que ela jamais poderia lembrar. E a chuva caindo no seu corpo, e o chão debaixo dela era estranho. Porque quanto tempo eu fiquei aqui? Se sentou no chão, olhando para os lados; estava tudo escuro. Tentou abrir os olhos, mas continuou a mesma coisa e ela percebeu que eles já estavam abertos, apenas não havia nada para de ver. Eu morri? É isso? Assim?
E mesmo isso sendo aquilo que ela desejava desesperadamente a muito tempo, ela abraçou os joelhos e chorou, chorou alto, sem se importar de fazer barulho. As luzes piscaram e ela pode ver tudo novamente. Estava no mesmo lugar que havia caído. Podia escutar a tv da vizinha (mesmo no meio da chuva) que sempre estava alta demais por ela ser meio surda. E as luzes dos postes estavam ali, iluminando sua cena ridícula.
Se eu morri o inferno é mesmo um inferno, nada pior do que continuar do mesmo jeito quando tudo deveria só acabar.
Os pensamentos sarcásticos e brincadeiras que se tornaram normais nas ultimas semanas estavam em sua mente, mas junto dele havia um horrível desespero. E um medo maior ainda. Coisas que ela não entendia, não sabia porque disso acontecer. Mas lá estava seu coração batendo freneticamente, fazendo seu peito doer como nunca. Como se fossem tambores sendo tocados, mais fortes que os trovoes. Lá estava aquela dor provando que alguma coisa devia estar errada.
Ela se levantou rapidamente, se apoiando no muro da casa ao lado; esperando pra ter certeza que não iria passar mal de novo. Contou alguns segundos e voltou a correr. Não porque queria sair da chuva. Já estava molhada por toda a geração. Apenas porque precisava correr, precisava fugir.
Entrou em casa sem se preocupar em estar molhando tudo. Foi direto para o quarto onde se deitou encolhida na cama, com o travesseiro no rosto, abafando o choro. Segurava o travesseiro o mais forte que podia. Seus dedos foram se afrouxando, o choro cessou, e sua respiração voltou ao normal.
Acordou um tempo depois, com uma aflição e um medo mais terrível. Pegou o celular que havia deixado em casa antes de sair e foi para o banheiro tentar se livrar daquilo. Colocou uma das musicas que a deixava alegre e entrou debaixo da água quente. Quando percebeu estava sentada no chão, as lagrimas se misturando com a água quente. O som do seu desespero se perdendo em meio a melodias animadas e palavras, e o som do chuveiro.
E antes que pudesse se controlar e ter consciencia do que estava fazendo ela se levantou pegando a gilete e passando pelo braço. E assim que a dor a atingiu e seu rosto foi tomado pela expressão de choque e ela parou. Voltando ao chão, chorando e se culpando ainda mais. Você prometou, você prometeu, você prometeu pra eles.
Se secou rapidamente e limpou o braço. Voltou ao quarto onde se jogou na cama, mesmo estando molhada. Alguns minutos ali olhando para o teto e começou a ficar calma novamente. Se arrependendo de todas as lagrimas, e da dor que causara a si mesma. Colocando a cabeça no lugar e arrumando as coisas ao redor, fingindo que nada tinha acontecido. Guardou o seu caos sem sentido em algum canto de si.
1.12.12
Goodbye
Adeus, às vezes tão forte, às vezes tão simples, às vezes a última palavra que você vai ouvir na vida, ou às vezes a última que você esperava ouvir. Dois anos passaram rápido, mas acredito que muito mais de 730 olhares foram trocados nesse tempo. Acredito que muitos sorrisos foram esboçados em pensamento, declarações em previsões, momentos em imaginação. Sonhos foram construídos como castelos e de expectativas se foram feitas as muralhas. Cada lembrança era um dos meus guardas e cada toque foi um novo sentinela em alerta.
Porém castelos não são pra sempre. Acredito que tudo que é feito, é feito para ser destruído um dia. Nada é suficientemente forte para que dure para sempre. Talvez meu castelo tenha vindo abaixo, talvez minhas muralhas tenham virado ruínas, talvez meus sentinelas foram se tornando escassos. Talvez tudo tenha vindo abaixo, mas meus guardas se refugiaram em meio a escombros, restos de memórias e alguns velhos fantasmas. Talvez tudo tenha sido uma longa e épica fantasia, talvez tudo tenha se tornado um metafórico conto de fadas, ou talvez tudo tenha chegado perto de se tornar realidade.
O dia de hoje é só uma prévia do que há de vir. Não te ter comigo mas te ter por perto, era lá torturante mas ainda não era o pior. Não ter seus olhos para sempre é angustiante, amargurante, amedrontador. Saber que nunca mais ouvirei o som da sua risada, o brilho dos seus cabelos, a suavidade da sua pele. Saber que hoje você parte para o seu futuro tão esperado, e de fato merecido. Saber que agora de um adeus você parte para vários novos "ois" e "olás". Saber que você vai partir e acenar de longe. Saber que talvez esse, seja o seu último adeus pra mim.
Porém castelos não são pra sempre. Acredito que tudo que é feito, é feito para ser destruído um dia. Nada é suficientemente forte para que dure para sempre. Talvez meu castelo tenha vindo abaixo, talvez minhas muralhas tenham virado ruínas, talvez meus sentinelas foram se tornando escassos. Talvez tudo tenha vindo abaixo, mas meus guardas se refugiaram em meio a escombros, restos de memórias e alguns velhos fantasmas. Talvez tudo tenha sido uma longa e épica fantasia, talvez tudo tenha se tornado um metafórico conto de fadas, ou talvez tudo tenha chegado perto de se tornar realidade.
O dia de hoje é só uma prévia do que há de vir. Não te ter comigo mas te ter por perto, era lá torturante mas ainda não era o pior. Não ter seus olhos para sempre é angustiante, amargurante, amedrontador. Saber que nunca mais ouvirei o som da sua risada, o brilho dos seus cabelos, a suavidade da sua pele. Saber que hoje você parte para o seu futuro tão esperado, e de fato merecido. Saber que agora de um adeus você parte para vários novos "ois" e "olás". Saber que você vai partir e acenar de longe. Saber que talvez esse, seja o seu último adeus pra mim.
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