Quem nunca, ao voltar de um paradisíaco litoral, sentiu falta daquele doce barulho das ondas? E por mais salgada e forte que a maré se apresenta, não sentiu falta daquelas ondas batendo no corpo? Engraçado como um ambiente tão agitado pode dar luz à tão bela calmaria.
Dizem que todos tem segredos dos quais não se orgulham e por toda a vida se esforçam em mantê-los guardados, bem no íntimo, como um cofre trancado a sete chaves. Esse turbilhão de recordações e sentimentos fazem com que a mente não pare, que se transforme constantemente e que nunca, nunca permaneça de um jeito simples e calmo.
Porém, há alguém que faz com que de tanta agitação surjam fortes feixes de calmaria, inexplicáveis, incompreensíveis, inimagináveis. Em um segundo tudo se mexe, se contorce, se retorce, se destrói, já em outro tudo volta ao lugar, se reforma, se conserta, se torna lindo como deveria ser. Estranho entender a razão ou que tipo de força torna essa calmaria possível, estranho tentar compreender algo de que se tenta fugir. Estranho saber que te olhar acalma todo o meu oceano. Incrível pensar que a Lua não pode fazer nada se você está por perto. Perfeito saber que posso ser uma morada segura se você quiser se mudar pra cá.
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