Cadê aqueles seus olhos cor de mel? Por onde você anda andando? Pra quem você anda sorrindo? Confesso que sinto saudades suas, mas de que me adianta confessar aqui, um lugar mais secreto que meus próprios segredos? De que adianta escrever sabendo que quem vai ler não é você, e mesmo que alguém leia, essas palavras nunca chegariam as seus ouvidos?
É. É difícil admitir que nunca tive a coragem necessária pra chegar perto de você sem tremer, sem hesitar, sem ficar sem saber o que fazer. É difícil saber que talvez tenha perdido a única chance que eu tive, isso se aquela foi mesmo uma chance. É complicado ver suas velhas fotografias e ficar lembrando de quando seu sorriso era o brilho mais forte depois do meu amanhecer.
Talvez eu nunca encontre alguém como você. Talvez você tenha sido uma Julieta que eu encontrei por aí e desde então eu esqueci se meu destino era ser um Romeu. Talvez eu tenha deixado de perceber quando devia ter tido mais atenção. Talvez eu nunca te veja sendo feliz, nem triste, talvez eu nem te veja outra vez.
Só que aquele seu olhar nunca saiu da minha cabeça, aqueles seus cabelos ao vento nunca me deixaram te esquecer sob qualquer brisa da manhã. Aquele seu perfume continua exalando do seu pescoço única e exclusivamente. E aquela sua voz sempre soou melhor do que a minha música predileta na minha mente.
Juro que todos os dias desejo que você não seja única, mesmo sabendo que é. Juro que peço por alguém igual, mesmo sabendo que não existe. Juro que peço pra não te querer mais, mesmo sabendo que é impossível.
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