1.10.12

Caos

  Queria escrever aqui algo intenso, algo que me explicasse. O problema é que eu sou difícil, vivo me contrariando, mas apesar disso, todos os meus lados são sinceros.  Eu podia explicar um pouquinho, só o superficial, mas só o superficial seria como um crime, e mais que isso seria muito para simples palavras. Muito para uma menininha organizar. Mas ainda preciso me livrar de alguma coisa, então vou tentar. 
  Tenho medo que os pedacinhos de mim que consegui juntar se separem, eu não quero sentir tudo aquilo de novo; sinceramente, não tenho fé de que eu aguentaria.  Faltam muitos pedaços ainda, e os que eu consegui de volta não se encaixam ou estão se desfazendo nas extremidades. De uma coisa eu sei: nada mais será como era antes, mesmo que eu consiga todos os pedacinhos de volta. Não sei como era quando eu não tinha nenhum, mas lembro-me o suficiente para saber que não posso passar por isso de novo. Porque não posso? Porque tenho medo desse desconhecido. Medo de perder tudo de novo e me tornar tudo que eu nunca quis ser, ou de me cansar, realmente me cansar.
  Mas eu não posso desistir. Não venha me dizer que eu posso. Eu não posso e eu entendo que você não entenda. Preciso disso pra conseguir paz.  Ok, isso ficou muito confuso. Eu também não gosto da minha mente, ou Caos, se você preferir. Já estou começando a perder o foco dos pensamentos. Eu só não posso desistir. É tudo, nada ou nada (sim, acabei de falar sobre eles).
  Algo em mim (ainda não encontrei nome para isso) gosta de me torturar. Estou no meio de uma aula de história que esta ótima, mas preciso escrever isso, de alguma forma me alivia sem que eu precise chorar. Estou com a cabeça deitada no braço... Sinto o perfume dela. Eu sei, eu sei... Impossível. Mas eu sinto, e continuo com o rosto no braço. A minha loucura tenta me consolar.

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