Eu sei que te ter por perto não seria o melhor pra você, mas também sei que te ter longe não seria o melhor pra mim. Acho que a pergunta mais decorrente dos meus dias é sobre como encontrar um consenso pra essa incógnita de qual distância deveríamos ficar. Será que é possível aproximarmos nossos corpos sem que nossos corações se aproximem? Será que conseguiríamos pensar em cada um ao invés de pensarmos em nós dois?
Quando estamos juntos é como se alguma coisa aqui dentro me lembrasse do quanto sou fraco, de como não tenho forças, ou pelo menos de como fico assim perto de você. É uma batalha constante contra te puxar pela cintura e saciar essa vontade de te dar carinho, de te beijar, de te deixar ver, ou sentir, o que tá preso nessa jaula fria e escura.
Seu cabelo é macio, como posso me esquecer de como meus dedos deslizam por entre eles? Sua pele é suave, seu toque é como uma pluma encostando em mim. E essa sua pinta perto da boca, pequena e sutil, mas com um charme imprescindível. Acho que você por inteira é convidativa, sua simpatia, seu riso fácil, cada olhar diferente que você tem e claro, essa sua beleza indiscutível.
Tem horas que eu paro pra pensar no que eu ando ouvindo, e olha, você bem que podia dar um tempo sabe? Não que isso me faça mal, mas me faz te querer aqui perto toda hora enquanto você tá longe e, infeliz ou felizmente dependendo do ponto de vista de quem vê, mais segura. Mas nem por isso eu paro de imaginar como seria, por mais que essa fantasia não tenha as dimensões suportadas por essa realidade que a gente vive.
Eu sei que te ter por perto não seria o melhor pra você, mas por favor, não fica muito longe não, tá? E às vezes pode chegar pertinho, bem juntinho, que talvez esse seja o melhor pra nós dois.
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