25.9.12

Impossível não querê-la feliz

          Às vezes nos sentimos sozinhos, sem ninguém, até mesmo desamparados. Às vezes rogamos aos céus por um motivo para sorrir, mas as nuvens permanecem escuras, nubladas, e os trovões estremecem nossos desejos como se nosso alicerce fosse completamente mal fundamentado. Sonhamos em cacos, nossa visão fica distorcida, sonhamos como que em um quarto escuro. Tudo o que precisamos às vezes são asas, daquelas que cobrem e protegem, como escudos em uma frente de batalha que geralmente estão nos braços de pessoas que não sabem voar.
          Ela sempre foi quieta, isolada, reservada, mas a todo momento esteve ali. Observava, vivia, ajudava, e sempre lutava por um sorriso. Animada, extrovertida, tirava a melhor das sensações em mim. Confiável, sincera, conselheira, de suas palavras a melhor das intenções, e dos meus segredos cofre perfeito. Era linda, de beleza única e sem igual, morena, de cabelos negros, olhos castanhos e um jeitinho todo sem jeito. Com um olhar pedia um abraço, com outro pedia carinho, e com seu abraço segurava o meu mundo. Secava minhas lágrimas, escutava minhas mágoas, confortava minha dor, a branca de neve do coração puro. Um anjo sem asas com o dom milagroso do bem estar. Uma criatura talvez feita para ensinar, compreender ou realizar sonhos. Alguém diferente, inigualável e especial.
          Era difícil não se apaixonar, resistir ao calor daquele abraço e ao brilho daqueles olhos. Difícil era vê-la triste e não poder ajudar. Difícil era fazer tudo o que podia e ver que ainda não era o suficiente para sua felicidade. Difícil era não amá-la como a si mesmo. Difícil era não querê-la bem. Impossível é não querê-la feliz.

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