14.9.12

Uma outra pessoa qualquer

          Ele olhou pra própria vida, sentia um vazio, mas dessa vez não era o mesmo vazio de antes, era diferente, era um vazio que ele esperava há um longo tempo. Era um vazio sem preocupações, um vazio sem cobranças, muito menos com coisas a se importar. Era um vazio pessoal, um vazio só dele. Era um vazio cheio de alívio, cheio de vontade, e cheio de tudo o que havia de bom dentro dele.
          Tudo o que ele havia sonhado veio ao chão. Tudo o que ele pensava acreditar, se desfez em frente aos próprios olhos. Tudo o que ele havia planejado agora são só folhas rasgadas. O amor que tanto acreditava viver, não passou de um mais um ato de paixão. Os sorrisos que dava, hoje parecem memórias construídas à base de meias verdades. Tudo o que ele queria era uma vida, mas uma vida a dois, uma vida que não fosse vivida apenas por ele.
          Ele nunca acreditou em destino. Ele nunca pensou que o futuro também era uma palavra boa. Ele nunca disse que tinha esperança. Agora, tudo o que ele faz é ter esperança de que o futuro o traga algo bom, algo que talvez, seu destino guarda. Talvez nas mãos do tempo, talvez nas mãos do acaso, ou talvez, nas mãos de uma outra pessoa qualquer.

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