16.9.12

Me diga

          É estranho pensar demais em você assim? Será que eu não deveria esperar mais um pouco pra começar a fantasiar as coisas? Onde eu deixei toda aquela razão que eu julgava ter? Como isso pôde acontecer?
          Às vezes parece que foi tão rápido o processo entre te conhecer e ter você em mente vinte e quatro horas por dia... Mas às vezes parece que eu já te conhecia a muito tempo, que você era algo que sempre esteve guardado pra mim. Não sei se somos vítimas de uma brincadeira do tempo, ou se somos alvos de uma de suas maravilhosas obras sem sentido. Sim, sem sentido, mas apenas para nós, para aqueles que são submetidos a um holocausto vivencial. Quando tudo parecia acabado, a barreira entre tempo espaço foi mais uma vez quebrada inserindo um gancho entre o suposto final e o misterioso recomeço, deixando, talvez, uma confusão que afetaria nossas escolhas de um jeito difícil de se entender.
          Entretanto, o que cabe a nós fazer? Vale a pena entrar de cabeça nesse épico romance, ou o que nos cabe é aproveitar cada pequena labareda desse paixão que vem surgindo, pedacinho por pedacinho, até seu clímax de calor? Me diga, me mostre o que você quer, faça-me ver com os seus olhos. Me faça parte de sua vida, ou apenas me peça pra vivê-la por você.

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