Ela mexeu seus braços por toda a cama, até escorregar a mão pra debaixo do travesseiro e pegar o celular, viu que ainda faltavam três horas até ter que levantar e ir trabalhar. Devolveu o celular ao seu lugar e virou para o lado. Alguns minutos se passaram e ela não havia dormido. Decidiu levantar e comer algo. Colocou um par de meias; odiava andar de chinelo ou descalça, mas também odiava dormir de meias.
Passou pelo corredor escuro, ate chegar à cozinha, acendeu a luz e pegou um danete de chocolate na geladeira, e que ela não deveria estar comendo, mas afinal já era o último mesmo.
Estava voltando para o quarto quando percebeu a porta do quarto ao lado aberta. Passou direto e foi ate a sala, ao acender a luz pode ver uma menina deitada no sofá encolhida com os olhos bem fechados, as mãos na cabeça como se a impedisse se ouvir algo, e seus lábios se mexiam sem emitir som.
Se aproximou devagar da menina, se ajoelhou na sua frente e colocou a mão delicadamente em cima da mão da menina, afastou sua mão de sua cabeça.
- Lu, eu to aqui, sou eu.. eu to aqui.
Suas mãos estavam geladas e ela tremia, ainda com os olhos bem fechados.
- To com medo.
- Porque não me chamou? eu sempre to aqui pra você. - segurou a mão dela entre as suas. Seus olhos permaneciam fechados e pareciam ser pressionados com mais força. - vem, vou te levar pro quarto.
Ela a ajudou a levantar e a abraçou, conduzindo com cuidado até o quarto. Sabia que Luísa não abriria os olhos. Ajudou ela a se deitar na cama e se deitou ao seu lado, cobrindo-as com o lençol. Luísa tocou o rosto de Cecília ainda com a mão tremula.
- Sou eu - Cecília se aproximou mais, sentiu a respiração dela em seu rosto.
De repente Cecília ouviu um leve murmúrio, e aquilo soou como algo indescritivelmente doloroso, mas resolveu não dizer mais nada, apenas segurou sua mão. Até que resolveu cantar a musica que ela mais gostava, aquela que elas cantavam juntas quando pequenas, que sempre arrancava um sorriso de Luísa. Assim que ela cantou os primeiros versos Luísa começou a chorar, um choro pesado, que parecia estar contido há muito tempo. Cecília cantou mais alguns versos mas sua voz foi morrendo. E o choro de Luísa parecia se tornar mais doloroso, como se nada fosse aliviar sua dor. Cecília a abraçou enquanto o som de sua dor preenchia o quarto.
Passou pelo corredor escuro, ate chegar à cozinha, acendeu a luz e pegou um danete de chocolate na geladeira, e que ela não deveria estar comendo, mas afinal já era o último mesmo.
Estava voltando para o quarto quando percebeu a porta do quarto ao lado aberta. Passou direto e foi ate a sala, ao acender a luz pode ver uma menina deitada no sofá encolhida com os olhos bem fechados, as mãos na cabeça como se a impedisse se ouvir algo, e seus lábios se mexiam sem emitir som.
Se aproximou devagar da menina, se ajoelhou na sua frente e colocou a mão delicadamente em cima da mão da menina, afastou sua mão de sua cabeça.
- Lu, eu to aqui, sou eu.. eu to aqui.
Suas mãos estavam geladas e ela tremia, ainda com os olhos bem fechados.
- To com medo.
- Porque não me chamou? eu sempre to aqui pra você. - segurou a mão dela entre as suas. Seus olhos permaneciam fechados e pareciam ser pressionados com mais força. - vem, vou te levar pro quarto.
Ela a ajudou a levantar e a abraçou, conduzindo com cuidado até o quarto. Sabia que Luísa não abriria os olhos. Ajudou ela a se deitar na cama e se deitou ao seu lado, cobrindo-as com o lençol. Luísa tocou o rosto de Cecília ainda com a mão tremula.
- Sou eu - Cecília se aproximou mais, sentiu a respiração dela em seu rosto.
De repente Cecília ouviu um leve murmúrio, e aquilo soou como algo indescritivelmente doloroso, mas resolveu não dizer mais nada, apenas segurou sua mão. Até que resolveu cantar a musica que ela mais gostava, aquela que elas cantavam juntas quando pequenas, que sempre arrancava um sorriso de Luísa. Assim que ela cantou os primeiros versos Luísa começou a chorar, um choro pesado, que parecia estar contido há muito tempo. Cecília cantou mais alguns versos mas sua voz foi morrendo. E o choro de Luísa parecia se tornar mais doloroso, como se nada fosse aliviar sua dor. Cecília a abraçou enquanto o som de sua dor preenchia o quarto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário