30.11.12

Sua marca

De alguma forma que eu não conseguiria entender como aquilo fluía. Como aquilo era tanto, não consigo explicar a intensidade. Talvez fosse a minha alma ali, todo o meu coração transparecendo; assim sem querer. Cada toque, cada toque no que parecia ser uma criação da minha mente. Porque coisas parecem impossíveis de existir, como algo pode ter tanto? Tanto a sentir, tanto a demonstrar. Ao me parece logico tudo isso ter vindo de algo assim; algo assim ter me virado dos avessos desse jeito. Mas veio, mas virou.
E lá estava eu, com todo o meu amor me sufocando, de uma maneira boa, de uma forma que talvez qualquer um conseguisse ver, só por estar por perto. Saia dos meus olhos, mesmo que eu os mantivesse fechados. Tudo saiu de mim, tudo saiu pra dar lugar a mais, mais disso que se escondia nas profundezas do meu ser.
E nesse momento, eu não soube, eu não percebi, eu não pude imaginar.
Nunca fui tão feliz quanto naquele momento, e talvez eu não vá ser, se é que eu posso chamar de felicidade, na verdade foi muito mais. Talvez não seja pra ser, talvez fosse único.
Mas, ah, aquele momentos. Aqueles toque na minha alma, no meu coração. Estão marcados aqui. Seu amor deixou várias marcas, que agora vivem escondidas nesse lugar que eu não consigo alcançar. E são as melhores lembranças que eu poderia ter.
Me ocorreu que tudo isso pode ser apenas minha imaginação deixando tudo na forma que me faz bem, afinal, isso já aconteceu antes. Sim, não  eu não sei. Isso já se elevou a um nível que eu não posso chegar. Está lá. Do mesmo jeito; nada será acrescentado. Sempre estará la, intacto. 

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